domingo, 1 de março de 2015

A DITADURA DO PROLETARIADO OU LIBERTAÇÃO DOS EXPLORADOS?


Na teoria sócio-política maxista, ditadura do proletariado refere-se a condição no qual o proletariado, ou a classe trabalhadora, tem controle do poder político. É um estado democrático caracterizado pela existência de organismos de governo de classe, onde toda autoridade pública é eleita e revogada sob as bases do sufrágio universal.

No Brasil, onde um partido dos trabalhadores (PT), está a 12 anos no poder, com apoio do proletariado. Com argumentos maxistas, vendendo uma utopia de uma possível ditadura do proletariado. Na realidade a massa proletária fui usada como instrumento para enriquecimento com dinheiro público e corrupção.

Pelas evidências o projeto do PT era implantar um governo totalitário no Brasil, vontade esta frustada (por pouco) pela existência de múltiplas orientações político-partidárias. Mas boa parte dos partidos políticos foram comprados com dinheiro da corrupção. O PT tentou subordinar o Legislativo e o Judiciário ao Executivo, tentando influenciar o julgamento dos acusados no mensalão ou tentando impedir a "CPI" da Petrobrás.

Mas o tolitarismo é uma tendencia mundial. A ONU está preparando o mundo para um totalitarismo. Nos países democráticos, o primeiro passo é quebrar o equilíbrio entre os poderes. Como exemplo posso citar o que aconteceu com os Estados Unidos, após os ataques de 11 de setembro, com a assinatura do Ato Patriota, colocando o legislativo e o judiciário em subordinação ao executivo. Na Venezuela, a nova ordem mundial através da ONU, orientou sobre um plano de direitos humanos que está levando o país ao totalitarismo. No Brasil seus tentáculos estão por traz do PNDH-3(Plano Nacional de Direitos Humanos) assinado por Luis Inácio da Silva, o LULA, quando presidente da República. O PNDH-3 também causará desequilíbrio entre os poderes e implantará no Brasil uma ditadura. O mundo está sendo preparado para um governo único. "Uma nova ordem mundial"

As duas grandes sociedades socialistas totalitarias causou um grande mal a humanidade. O socialismo soviético em nome da "ditadura do proletariado" dizimou mais de 10.000.000 de vidas. 7.000.000 foram de camponeses (famílias proletárias)ucranianos. Os Ucranianos tiveram uma morte lenta e bem penosa. Os stalinistas levaram toda a alimentação disponível, fizeram um cerco para que ninguem saisse e deixaram os adultos verem suas crianças e seus conjugues morrendo aos pouco de fome, tomando forma cadavérica. Muitos que resistiram a fome foram enterrados vivos.

A outra sociedade socialista totalitária foi o Nacional Socialismo dos Trabalhadores Alemães- NAZISMO. Onde causou o genocídio de mais de 6.000.000 de judeus. Os métodos foram os que não podemos deixar se instalar no Brasil: uma imprensa a serviço do governo; censura a quem se pronunciar contra; retirada de tudo o que julgar nocivo ao que o governo quer implantar. Isto é tudo que o PT almejou.

Tanto o Socialismo soviético, como o NAZISMO, prezava pelo nascimento de um novo homem, que pensasse e agisse de maneira diferente e de acordo com os ideais do sistema totalitário. Quem pensasse diferente não podia viver. E interessante que no Brasil estão seguindo o mesmo roteiro. Leia a postagem "DITADURA BRANCA"

Quando o proletariado, ou a classe trabalhadora terá controle do poder político? Quando no Brasil um estado democrático, representando as diversas classes verá as autoridades públicas eleitas e revogadas sob as bases do sufrágio universal? (Isso acabaria com os cargos por apoio político partidário!)

De acordo com Marx, toda forma de governo é uma ditadura de uma classe sobre a outra. No Brasil, se o governo do partido dos trabalhadores durar mais 12 anos, a tendencias e termos duas classes: a dos exploradores: Estado e Empresas que financiam o aparelhamento do Estado(Os 39 ministérios, Os políticos e Empresas que financiam suas campnhas repassando parte do dinheiro que receberam do BNDES ou de proprinas das Empresas Estatal); e a dos explorados: proletários e burgueses que não conseguiram entrar no esquema.

Como começou o ano de 2015 para a classe exploradora no Brasil?

Os políticos tiveram aumento de salário de 26%. Os congressistas verão os contracheques subirem dos atuais R$ 26,7 mil para R$ 33,7 mil. Alem dos benefícios. Por efeito cascata os deputados estaduais e senadores farão a festa. Cada deputado estadual pode chegar a 75% do salário de um Deputado Federal e são 27 assembleia legislativa no país. Cada vereador pode ganhar até 75% de um deputado estadual e são 5568 municípios no país.

Este aumento autoconcedido pela Câmara vai elevar para R$ 2 milhões o gasto anual com cada deputado federal. Na média, cada parlamentar custará aproximadamente R$ 170 mil por mês. Os valores variam de acordo com o estado de origem do congressista, a utilização integral ou não da verba para custear o mandato e do uso do auxílio-moradia. No ano passado, antes do reajuste de todos os benefícios, o custo mensal de cada deputado era de aproximadamente R$ 145 mil e o anual, de R$ 1,77 milhão. Com isso, a estimativa de gasto com os 513 parlamentares, que girava em torno de R$ 908 milhões em 2014, passará a ser de R$ 1,06 bilhão – um aumento anual de R$ 157 milhões (cerca de 17%).

Com os novos valores, a despesa mensal por mandato poderá chegar a R$ 177 mil. Essa cifra poderá ser alcançada por um deputado de Roraima que fizer uso do auxílio-moradia e utilizar toda a verba a que tem direito para o exercício da atividade parlamentar (Ceap), mais conhecida como cotão. Nesse caso, cada um dos oito representantes de Roraima custará até R$ 2,15 milhões por ano.

Os dados são de levantamento do Congresso em Foco.  Uma estimativa que considera os novos valores dos 13 salários anuais, da verba de gabinete, do cotão, do auxílio-moradia e de uma ajuda de custo equivalente a dois salários extras – um no começo e outro no final da legislatura. Com o pagamento da primeira parcela dessa ajuda de custo, cada parlamentar receberá em fevereiro R$ 67,4 mil apenas em vencimentos.

Com exceção do salário de R$ 33,7 mil, em vigor desde o início do mês, os valores reajustados dos demais benefícios – verba de gabinete, cotão e auxílio-moradia – passarão a valer em abril. Segundo a direção da Câmara, apenas os reajustes desses três benefícios vão ter impacto de R$ 112,7 milhões nos cofres da Casa no restante de 2015. Essa diferença deve passar dos R$ 150 milhões a partir do ano que vem.

Um deputado Federal no Brasil ganha mais que os Deputados dos países do continente Europeu. O Parlamento alemão(Bundestag), bem colocados na lista dos que recebem os melhores salários básicos (que não inclui os benefícios, como verba de gabinete , assessores, viagens e outros extras, que diferem de acordo com o país) Em janeiro de 2015, a quantia foi reajustada para 9.082 euros (R$ 28,9 mil) perfazendo um salário anual de 108.984 euros brutos – dos quais cerca de 43% são descontados em imposto de renda.

O outro presente para a classe exploradora vem da CPI da Petrobrás. Dos 27 deputados federais titulares da comissão parlamentar de inquérito (CPI), 15 receberam doações de empresas envolvidas no esquema de desvios de recursos descobertos pela Operação Lava Jato. Ou seja, 55% dos integrantes da comissão tiveram suas campanhas financiadas por empresas que agora terão de investigar. A CPI foi instalada nesta quinta-feira (26).

O parlamentar que recebeu o maior volume de doações foi justamente o relator da CPI, o deputado Luiz Sérgio (PT-RJ). Dos R$ 2,4 milhões que ele declarou ter arrecadado

O segundo maior beneficiado foi o deputado Édio Lopes (PMDB-RR), que recebeu R$ 680 mil das companhias que estão na mira da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público (MPF).

O presidente da CPI, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), foi o que recebeu o terceiro maior volume de doações dessas empresas entre os titulares da comissão: R$ 454 mil. “O fato de ter recebido recursos, como permite a legislação, das empresas não me coloca na condição de advogado delas”, afirmou o relator da CPI.

Tem tudo para virar um grande pizza!!!!!

Como começou o ano de 2015 para a classe explorada no Brasil?

O ano começou com redução de direitos trabalhistas, aumento de impostos, aumento das taxas de juros e aumento do valor da energia elétrica. Estas medidas forçam o aumento da inflação, fechamento de postos de trabalho e quedas no salário do trabalhador(proliteriado).

Abono Salarial - o aumento da carência do trabalhador que tem direito a receber o abono salarial. Antes, quem trabalhava somente um mês e recebia até dois salários mínimos poderia receber o benefício. Agora, o tempo será de no mínimo seis meses ininterruptos.

          pagamento proporcional ao tempo trabalhado, do mesmo modo que ocorre atualmente com o 13º salário, já que pela regra atual o benefício era pago igualmente para os trabalhadores, independentemente do tempo trabalhado.

Seguro Desemprego - o seguro-desemprego também sofrerá alterações: passa de  seis meses para 18 meses o prazo em que o trabalhador pode solicitar o benefício pela primeira vez.

          na segunda solicitação, o período de carência será de 12 meses. A partir do terceiro pedido, a carência voltará a ser de seis meses.

          o  trabalhador não poderá acumular benefícios

Pensão por morte - o governo vai criar uma carência de dois anos para quem recebe pensão por morte. Será exigido tempo mínimo de dois anos de casamento ou união estável para que os dependentes recebam a pensão. O valor será 50%  do salário + 10% por dependente.

          Fim do benefício vitalício para cônjuge jovem com menos de 44 anos.

Auxilio Doença - o auxílio-doença também sofrerá alteração. O teto do benefício será a média das últimas 12 contribuições, e o prazo de afastamento a ser pago pelo empregador será estendido de 15 para 30 dias, antes que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passe a arcar com o auxílio-doença.

Os trabalhadores (proletariados) foram representados por dirigentes da Central Única dos Trabalhadores, União Geral dos Trabalhadores, Nova Central Sindical dos Trabalhadores, Central dos Sindicatos Brasileiros e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil. A Força Sindical, de oposição, não participou destas deliberações que dão um golpe de morte nos direitos trabalhistas dos brasileiros.

Os exploradores criaram uma série de quatro medidas para turbinar os seu caixa em 20,6 bilhões de reais. O pacote inclui o aumento de impostos: Retomada da cobrança da Cide, o imposto sobre combustíveis; a elevação de 9,25% para 11,75% da alíquota do PIS/Cofins para produtos importados; e o aumento da faixa para operações de crédito (IOF) de 1,5% para 3%. Também foi anunciada a edição de um decreto para equiparar o atacadista ao industrial para a cobrança de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre setor de cosméticos

Isto causa aos explorados: aumento no custo dos créditos; aumento do bens de consumo causado pelo aumento do frete como consequência do aumento da gasolina e Diesel.

O aumento de 9,75% para 11,75% nas alíquotas do PIS/Cofins, imposto sobre produtos importados, eleva os gastos dos produtores rurais com insumos agrícolas - tratores e fertilizantes, por exemplo, vêm de fora do país. Com o encarecimento da produção, os preços de produtos agrícolas vão subir.

Precisamos realmente de uma luta de classe para implantarmos no Brasil, não uma ditadura do proletariado, mais a liberdade para os explorados!! Será que ainda poderemos reconstruir o Brasil e Reinscrever sua história?
 
Marcos Avelino


 

Fontes:

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/01/1577395-ministro-da-fazenda-anuncia-alta-de-impostos.shtml

http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/investigadas-doaram-para-55-dos-titulares-da-cpi/

http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/com-reajustes-cada-deputado-custara-r-2-milhoes-por-ano/

domingo, 14 de dezembro de 2014

A BUROCRACIA DIMINUI A COMPETITIVIDADE DO PAÍS




O Serviço público brasileiro é burocrático, ineficiente e corrupto. A burocracia é o combustível para corrupção. Muitos servidores públicos cobram propinas para agilizar os transmites nos serviços. Os jornais sempre alardeiam casos de corrupção no serviço público.

Dia 02 de dezembro, um fiscal da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) foi preso quando fora receber R$ 400.000,00. Esse dinheiro era parte de uma propina de 4 milhões que o fiscal tinha exigido dos donos de uma empresa de energia renovável. Dia 16 de setembro uma fiscal do Ministério do trabalho foi presa em flagrante em Macaé, RJ. Ela recebia 9 mil de propina para não atuar o estabelecimento e o empresário por problemas trabalhistas.

O ano passado em São Paulo, um fiscal da Secretaria do Meio Ambiente foi preso em flagrante, quando extorquia o dono de uma empresa de reciclagem. Este foi o quarto funcionário da prefeitura preso pelo o mesmo tipo de crime em um mês. Sem contar que em novembro do ano passado um auditor fiscal preso denunciou um esquema de corrupção dentro da prefeitura que até o ex-secretário tinha recebido propina.

Economicamente a burocracia e corrupção é nocivo para o Brasil. Em 2015 a tendência do dólar pode subir drasticamente. O Banco Central Americano (Fed), injetou uma grande quantidade de dólares no mercado por causa da crise. Estes dólares tiveram como destino os países emergentes. A economia americana está em plena recuperação e o Fed tem que tirar cerca de 3,5 trilhões de dólares do sistema. E se faz isso aumentando a taxa de juros. Com os juros mais alto, o governo americano vai atrair investimentos, tirando os dólares do sistema. Isso vai fazer que muitos investidores deixem o Brasil, que tem uma economia mutável, corrupta e burocrática, para investir nos EUA que tem uma economia sólida.

A saída de dólares do Brasil, vai aumentar o valor do dólar drasticamente e gerar inflação. O País precisa ter uma economia cristalizada e ser menos burocrata para atrair investidores ao país. O Brasil tem um longo caminho a trilhar. Além de desburocratizar, tem que investir em educação e infraestrutura para aumentar a competitividade.

Vejamos como está o Brasil no Cenário Mundial.

1 – Melhores países para fazer negócio.

O Brasil ocupa a 120° posição de 189 economia analisadas. A pesquisa analisa regulamentações que se aplicam às empresas ao longo de seus ciclos de vida.

Cada país foi avaliado em dez grandes conjuntos de indicadores: facilidade de abrir um negócio, obtenção de alvarás de construção, acesso à energia elétrica, facilidade de registro de propriedades, obtenção de crédito, proteção de investidores minoritários, pagamento de impostos, comércio internacional, execução de contratos e resolução de insolvência. A Pesquisa foi feita pelo Banco Mundial

2 – Competitividade.

O Brasil é o 39° de 43 países analisados. Estudos da FIESP mostra que, entre 43 países, o Brasil é um dos menos competitivo do mundo. Ao todo, o país teve 21,5 pontos.

O Estudo considerou 83 fatores, abrangendo temas como economia, comércio internacional, política fiscal, crédito, tecnologia, produtividade e capital humano.

O índice de competitividade das nações, feita pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, separou os países em quatro quadrantes: competitividade elevada, satisfatória, média e baixa.

3 – Investimento em Educação.

O Brasil é o 34° de 35 países analisados. O Brasil está em penúltimo lugar, perdendo para a Índia. No Brasil o investimento por aluno é de $ 3.066,00. Os valores nacionais são inferiores aos de países de renda similar, como Turquia (US$ 3.240), México (US$ 3.286) e Hungria (US$ 5.410) e muito distantes da média de US$ 9.487 do conjunto de países que compõem a OCDE (organização da qual o Brasil não faz parte). No topo da tabela figuram nações como Suíça (U$ 16.090) e Estados Unidos (US$ 15.345).

4– Conhecimento em raciocínio e lógica.

O Brasil ocupa 38° posição de 44 países analisados. No resultado do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), O Brasil ficou com 428 pontos. O exame, realizado pela Organização para Cooperação de Desenvolvimento Econômico (OCDE), foi aplicado a 85 mil estudantes de 15 anos de 44 países em 2012

 

Para se ter uma ideia de quanto a burocracia prejudica a competitividade do Brasil, segue abaixo parte de uma matéria publicada no UOL http://economia.uol.com.br/empreendedorismo/noticias/redacao/2014/09/04/nova-zelandia-e-o-pais-mais-facil-para-abrir-empresa-brasil-e-o-123.htm

“A Nova Zelândia é o país onde é mais fácil abrir um negócio dentre 189 economias estudadas pelo Banco Mundial. Lá, empreendedores são capazes de abrir uma empresa em menos de um dia, segundo o relatório "Doing Business 2014" (Fazendo Negócios, em português). 

No Brasil, são necessários 107,5 dias para criar uma empresa, o que coloca o país na 123ª posição do ranking. Além disso, é preciso quatro anos para resolver casos de insolvência (quando a empresa encerra as atividades com dívida) e há 14 procedimentos para registrar uma propriedade num prazo de 30 dias.” (...)

Segundo a matéria “os canadenses também não têm muitos problemas para abrir seu negócio. É necessário fazer o registro federal e municipal do negócio, procedimento que leva cinco dias. Por outro lado, o país é o 19º no quesito "facilidade para fazer negócios" e, entre 2013 e 2014, registrou queda no ranking de liberação de crédito e registro de propriedade”

Em Cingapura “são necessários três procedimentos para abrir um negócio num prazo de dois dias e meio. Basta fazer um registro online, obter o selo da companhia e efetuar o cadastro em uma agência de seguros credenciada para registrar os funcionários. O país é o 1º no ranking de onde é mais fácil fazer negócios”

Na Austrália “Para abrir um negócio no país, bastam dois dias e meio. O empreendedor precisa realizar três procedimentos: registro da companhia online, registro online no órgão responsável por emitir taxas e impostos, e assinatura do seguro social dos funcionários em uma agência credenciada.

“Em Hong Kong, são necessários três procedimentos para abrir um negócio. É possível fazer isso em dois dias e meio. As etapas consistem em escolher um nome para o negócio e retirar o certificado de incorporação; assinar o seguro dos funcionários em uma empresa privada ou banco; e criar um selo corporativo para a empresa”

O Brasil tem um longo caminho a percorrer. Temos uma máquina administrativa pesada que favorece o aumento da burocracia e a corrupção, favorecendo a perda de competitividade a nível mundial. Precisamos reconstruir o Brasil.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

LAVAGEM DE DINHEIRO DEBILITA A ECONOMIA DO PAIS


O Jornal folha de São Paulo de hoje (09/12/2014), publicou uma matéria com o título “PT pagou R$ 24 milhões a empresa que tem motorista como sócio”.  A matéria comenta: “A segunda maior fornecedora da campanha de Dilma Rousseff tem como um dos sócios administradores uma pessoa que, até o ano passado, declarava o ofício de motorista como profissão. (...) a Focal Confecção e Comunicação Visual recebeu R$ 24 milhões da campanha, só ficando atrás da empresa do marqueteiro João Santana, destinatária de R$ 70 milhões.

Procurado pela reportagem da Folha de São Paulo, o motorista afirmou que: “Eu sabia que ia virar transtorno na minha vida” (...) “Eu não posso dar entrevista, não estou preparado para falar”, disse. “Eu não sou nada, vai lá conversar com eles [empresa], afirmou.

A matéria ainda afirma: “Em 2005, a empresa foi apontada pelo operador do mensalão, Marcos Valério Fernandes de Souza, como uma das destinatárias de recursos do esquema, por indicação do PT”

Segundo a folha a “Fortal integrava a lista entregue por Valério à CPI dos correios, ao ministério Público Federal e à Polícia Federal”. (...) Segundo a lista, Cortegoso, (pai da outra sócia da empresa), e sua empresa (Fortal) receberam R$ 400 mil a partir de indicação de Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no julgamento do mensalação, a exemplo de Valério.

Esta matéria é uma gota d’água se comparada ao oceano que liga JBS, BNDES e governos do PT. O Jornal EPOCH TIMES publicou que o delegado de polícia e ex-secretário nacional de justiça do Governo Lula, Romeu Tuma Junior, disse que relação JSB Friboi com o governo do PT é a maior “lavanderia da história da América Latina”

O jornal também afirma “O professor Osssami Sakamori trouxe a Tuma Junior a informação da gigantesca dívida do grupo empresarial JBS Friboi com o BNDES, que beira a R$ 30 bilhões, sendo que a empresa vale apenas R$ 8 bilhões.

A folha São Paulo de 19 de Janeiro de 2014 afirma que “Sob o argumento de promover a internacionalização e reduzir a informalidade, o BNDES injetou, por meio da compra de ações e títulos, R$ 12,8 bilhões em frigoríficos como JBS, Marfrig e Independência desde 2007. A cifra corresponde a 9% do orçamento do banco em 2014.”

Então qual a razão do grupo JSB não ser investigado por uma CPI ou algo parecido? A resposta é que o grupo comprou o direito de ser intocável. Na matéria do UOL 02/12/2014(www1.folha.uol.com.br), publica que a empresa JBS doou para a campanha eleitoral em 2014 um total de 391,8 milhões. Elegeu 1 presidente; 12 senadores; 18 governadores e 190 deputados Federais. A empresa investiu um montante de R$ 122,2 milhões no PT; R$ 63,2 milhões no PMDB; R$ 56,8 milhões no PSDB; R$ 40,2 milhões no PP; R$ 27,4 milhões no PSD; 24 milhões no PR; R$ 11,4 milhões no SD; R$ 10 milhões no PC do B; R$ 8,8 milhões no PSB; R$ 8,6 milhões no PROS; R$ 5,2 milhões no PDT; R$ 4 milhões no PRB; R$ 2,7 milhões no DEM; R$ 1,3 milhão no PMN; R$ 1,3 milhões no PT do B; R$ 1 milhão no PV e R$ 3,5 milhões nos outros partidos.

Agora o grupo quer retorno do investimento. Como publicou a mesma matéria “Maior doador ds campanha de Dilma Rousseff (PT), nas eleições deste ano, com 69,7 milhões, a JSB demonstrou insatisfação com a escolha da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) para o ministério da agricultura e procurou integrantes do governo para saber se a indicação está, de fato, confirmada.”

(...)” Na semana passada, emissários da JSB procuraram o vice-presidente da República, Michel Temer, questionada a indicação. Temer respondeu que a intenção de Dilma era, sim, substituir Neri Geller (PMDB-MT) pela senadora do partido (...) Dilma, então, foi aconselhada a procurá-lo para contornar o mal estar – o que de fato ocorreu, em um encontro sigiloso entre os dois na semana passada.”

Qual a razão da insatisfação do grupo com relação a senadora Kátia Abreu? A resposta está na mesma matéria “Em discurso na tribuna do Senado, em 2013, ela criticou uma suposta ‘prática monopolista e marketing enganoso’ por parte do grupo JSB, que cresceu no mercado adquirindo outros empréstimos menores.

No centro do ataque estava um polêmico financiamento de R$ 7 bilhões do BNDS à JBS-Friboi que, segundo Kátia Abreu, poderia ter sido usado para ajudar pequenas e médias empresas em dificuldade.”

Como um grupo conseguiu todo esse poder ao ponto de ditar a história da política no país? Cito agora outra reportagem publicada pelo UOL, em 10/08/2014 “A trajetória da Friboi, empresa pouco conhecida até meados da década passada, coincide com a chegada do PT ao poder.

Mais do que mera coincidência, na realidade, o crescimento do grupo está diretamente relacionado com uma política declarada do governo de Luiz Inácio Lula da Silva de eleger "campeãs nacionais", empresas líderes de setores considerados estratégicos, e torná-las gigantes internacionalmente, como ocorreu com a Oi e com as empresas de Eike Batista.

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), banco público cuja finalidade é estimular a infraestrutura do país, foi o instrumento utilizado para aplicar tal política. Entre 2005 e 2013, a JBS recebeu empréstimos de R$ 2,1 bilhões do banco, segundo o próprio BNDES.”

(...) “O maior aporte de recursos do BNDES na JBS, entretanto, ocorreu por meio da compra de papéis do grupo: R$ 8,5 bilhões. Hoje, o banco detém 24,6% do capital do grupo. Neste período de parceria com o BNDES, a JBS tornou-se o maior frigorífico do mundo, comprando mais de 20 grandes empresas nacionais e internacionais do setor. Em 2013, o volume de vendas da JBS chegou a R$ 93 bilhões.”

O Jornal EPOCH TIMES em 30/04/2014 publicou nos comentários: “O grupo JBS está na corda bamba há muito tempo.  Estima o mercado que o grupo JBS deve ao sistema BNDES, com empréstimos subsidiados, o Bolsa Empresário, um montante que beira R$ 30 bilhões.  O patrimônio líquido da JBS é de R$ 8 bilhões, segundo balancete de 3ºT/ 2013, do próprio JBS, descontados os R$ 14,8 bilhões de valores intangíveis.

Bem, o conglomerado JBS, é dos outros Batistas, o Joesley e Wesley Batista, famosos também no “jet set” nacional e internacional, com iate de US$ 40 milhões comprado indiretamente com o dinheiro do BNDES e seus jatinhos cruzando o País de norte ao sul, acontecem no mundo social, também.

Estes Batistas, tem comportamento megalomaníaco do outro Batista, o estelionatário Eike Batista.  Acontecem e esbanjam o dinheiro nosso, o suado dinheiro do sistema BNDES.  Os dois irmãos, são empresários que não têm 40 anos de idade e não herdaram fortuna dos pais.  Ambos os Batistas têm em comum os padrinhos Lula & Dilma.  Isto explica.

Enquanto permanecer os governos Lula & Dilma, os Batistas das carnes Friboi do Tony Ramos, estarão na mídia e estarão blindados com o dinheiro fácil do BNDES.  Só para lembrar, o presidente do Banco Central do Lula, o banqueiro Henrique Meirelles é o principal articulador do grupo junto ao governo da Dilma.  Costa quente eles têm, até demais.  Até quando o grupo JBS vai viver às custas do BNDES, ninguém sabe.  Só Dilma sabe!”

Está muito difícil reconstruir o Brasil! Enquanto isso o que acontece com o país no cenário mundial? E o tema da próxima postagem. Até lá.

domingo, 7 de dezembro de 2014

A IMPUNIDADE ESTIMULA A CORRUPÇÃO NO BRASIL


Lucineide é uma mulher guerreira. Seu sonho era montar uma confecção, onde toda a família trabalharia no próprio negócio. Primeiramente precisaria comprar um veículo para transportar a matéria prima e o produto acabado para vender nas feiras de confecção. Foram dois anos árduos de trabalho numa fábrica, mais enfim conseguiu adquirir o tão sonhado veículo. Uma semana depois, foi a missa para agradecer pela dádiva. Estacionou o carro na avenida Frei Cirilo próximo ao seminário seráfico em Fortaleza. Ao acabar o ato religioso, quando se dirigia para casa, notou que o carro não estava no lugar. Roubaram seu carro, seu negócio e seu sonho. O carro não tinha seguro pois Lucineide não tinha dinheiro para pagar os R$ 1.600,00 cobrado pela seguradora.

Um adolescente de 17 anos, que precisava de dinheiro para curtir as baladas, roubou o carro de Lucineide. Após vários assaltos com o carro, vendeu o carro para um desmonte e com o dinheiro comprou armas e drogas. Três meses depois foi detido com outro carro roubado. Passou três meses na casa de recuperação e está solto. E a Lucineide? E as outras vítimas do bandido adolescente? Trabalharam, pagaram impostos, sustentaram com seu suor a máquina do governo e agora?

Para que o Brasil seja reconstruído é preciso acabar com a impunidade. O adolescente marginal ou o Estado deveria ressarcir Lucineide! Se todo bandido tivesse que ressarcir o prejuízo causado as suas vítimas a corrupção no Brasil não era tão contundente. O Estado deve ser coparticipante no ressarcimento, pois recebe impostos para cuidar da segurança, se houve prejuízo ao contribuinte por roubo, assalto, etc., o estado falhou na sua missão. Se a segurança não fizer parte do dever do Estado, então deve-se diminuir a carga tributária. O Estado brasileiro e perdulário, burocrático, corrupto e ineficiente. A corrupção e a impunidade consumem os recursos do estado, como as drogas consome os recursos das famílias dos viciados.

Na história fictícia acima, podemos notar o quanto dos recursos econômicos foram estagnados e perderam o potencial de influenciar no crescimento. É esse o efeito da corrupção no país. Recursos que movimentariam a economia, gerando receita ao Estado, gerando emprego, motivando a população economicamente ativa a participar da economia do país, foram aprisionados pelo o lado negro. Não geram Imposto de renda, tiram da população e das empresas recursos para investimento e diminui a competitividade.

No País há mais de 15 mil casos de corrupção no judiciário. Desvio de dinheiro público nas diversas entidades no país. Um bom advogado pode adiar a sentença em até 20 anos.

Em debate realizado na Conferência Internacional Anticorrupção (IACC, na sigla em inglês), o fundador da Transparência Internacional, Peter Eigen, afirmou que a corrupção está intimamente ligada a não punição dos atores envolvidos nos processos ilícitos. “Em todos os lugares do mundo os dois temas apresentam correlação em diversos sentidos. As pessoas acreditam que ficarão impunes e optam pela corrupção. Ao mesmo tempo, o ato de corrupção em si fortalece a impunidade”, explicou Eigen.   “Muitas empresas se tornam corruptas porque governos nacionais não têm interesse em lidar com esses desvios de comportamento e não conseguem mensurar as consequências nocivas de corrupção além da fronteira. Com isso perde-se a ideia de que precisamos agir de maneira coletiva”, concluiu Eigen. As informações são da ONG Contas Abertas.

Abaixo segue uma matéria do Jornal o povo: “Impunidade e falta de controle pela sociedade estimulam corrupção no Brasil”.

Para especialistas, sociedade deve fiscalizar com mais rigor as atividades de governantes e gestores públicos. E sem penas duras para os corruptos, o problema jamais terá solução.
O Senado aprovou projeto de lei que define a corrupção como crime hediondo fazendo com que ela seja tratada com mais rigor pela lei e se torne inafiançável , mas, como lembram especialistas ouvidos pela DW Brasil, isso está longe de ser suficiente para conter um crime que, segundo projeções, desvia dos cofres públicos cerca de 80 bilhões de reais por ano. O projeto ainda precisa do aval da Câmara dos Deputados para virar lei.

Um dos principais motivos para a disseminação da corrupção pelo Brasil é a impunidade, que continua sendo um dos grandes problemas do país, afirmam os especialistas. A solução para o problema ou pelo menos a diminuição dele passa por punições mais severas e também por um maior controle das instituições por parte da população.

Para Josmar Verillo, vice-presidente da Amarribo, braço brasileiro da ONG Transparência Internacional, a corrupção aumentou no país no período recente. "O Brasil teve um retrocesso ético por falta de interesse dos governantes, e a corrupção saiu da pauta do Executivo e do Legislativo. Isso levou as pessoas envolvidas com o dinheiro público a se sentirem à vontade, gerando um aumento da corrupção. A impunidade também influencia isso."

Mesmo condenada, argumenta Verillo, uma pessoa quase nunca devolve o dinheiro que foi usado, por exemplo, para corromper agentes públicos. "Então acaba valendo a pena desviar recursos públicos, já que normalmente o culpado não vai para a cadeia e fica em regime aberto", diz.

Percepção da corrupção no Brasil é grande

De acordo com o ranking sobre percepção da corrupção elaborado em 2012 pela Transparência Internacional, o Brasil ocupa a 69ª posição entre 174 países pesquisados, e o país tem "índices que indicam problemas significativos" em relação à corrupção. Quanta mais alta a posição, menor a percepção de que existe corrupção.

Na escala, o Brasil aparece com 43 pontos. Os melhores colocados são Dinamarca, Finlândia e Nova Zelândia (com 90 pontos). Suécia (88) e Cingapura (87) completam a lista dos cinco países onde a percepção da corrupção é menor.

Para Gil Castello Branco, fundador e secretário-geral da Associação Contas Abertas uma organização não governamental que faz o acompanhamento das contas do governo federal a corrupção não aumentou nem diminuiu, mas continua sendo um problema muito grave no Brasil.

"Por outro lado, o julgamento do Mensalão provocou grande comoção na sociedade brasileira e fez com que a população tivesse uma consciência do quão grave é o problema no Brasil. Não só pelos valores que os casos de corrupção mobilizam, mas também pela degradação que eles provocam nos três poderes, desmoralizando as instituições", avalia.

Ausência de controle pela sociedade

O pesquisador de ciências políticas Leonardo Barreto, da UnB, diz que, no Brasil, a população acompanha com menos atenção do que em outros países o que os governantes e gestores públicos fazem com o dinheiro que administram. Há, ainda, uma confusão constante entre público e privado.

"Além da questão legal, há uma ausência muito forte de controle social. As pessoas não acreditam no sistema legal e não acompanham o exercício da função pública. E, se você não tem um controle social que funciona, a ocasião faz o ladrão", afirma.

O especialista destaca que os cidadãos devem se apropriar das instituições e compreender a sua responsabilidade no combate à corrupção. "A população não deve delegar todo esse processo aos políticos, tem que assumir a responsabilidade por uma parte, também. O modelo ideal é o de uma sociedade civil representada em organizações que possam fazer esse controle de forma permanente."

Os papéis dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário deveriam ser redimensionados, opina. Como exemplo, ele sugere que parlamentares não possam ser indicados para comandar secretarias ou ministérios. Também deveria haver controle social sobre a indicação dos ministros aos Tribunais de Contas. "Hoje isso tudo é uma moeda de troca [entre os três poderes]."

Avanços e retrocessos

Barreto diz ver avanços e retrocessos no Brasil. Entre os avanços, ele cita a Lei de Acesso à Informação, sancionada em 2011 pela presidente Dilma Rousseff. A lei trata do tempo que documentos do governo ficarão em sigilo. Outro avanço foi a condenação, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), dos responsáveis pelo Mensalão.

"Estamos caminhando com novos marcos legais e com um nível de fiscalização que não tínhamos antes. Mas o governo sempre tem uma velocidade menor do que a sociedade. O nível de exigência das pessoas tem aumentado, e o governo não tem conseguido acompanhar. Isso está no centro da insatisfação que temos visto nas ruas, diz Barreto.

Verillo, da Amarribo, afirma que a Lei de Acesso à Informação não está sendo corretamente aplicada, pois nem sempre é divulgado onde o dinheiro do governo está sendo gasto e quem o está recebendo. "Com essa transparência, fica mais fácil para a população acompanhar os gastos públicos. Além disso, é necessária uma reforma da máquina administrativa, que é enorme."

Para Castello Branco, da Associação Contas Abertas, o trabalho preventivo é importante, mas é crucial que haja punições. Ele afirma que, "no Brasil, o crime compensa porque a punição é muito branda. Há muita coisa a se fazer".

O especialista afirma ainda que a imunidade parlamentar, um sigilo bancário excessivo, a falta de transparência nos gastos das empresas estatais, o foro privilegiado para autoridades e a morosidade da Justiça levam à impunidade e "à realimentação permanente da corrupção no país".


Durante a campanha, Dilma Rousseff falou sobre um conjunto de propostas para o combate à impunidade. O objetivo das medidas seria agilizar o processo de julgamento e garantir punições mais eficazes em casos de corrupção. “A impunidade é uma espécie de mal que protege e assegura que a corrupção e os crimes financeiros tenham prosseguimento porque as pessoas, ao se acharem impunes, têm mais incentivo a praticá-los”, afirmou.

Dilma citou como exemplos positivos o fortalecimento da Polícia Federal e da relação com o Ministério Público, a Lei da Ficha Limpa, a Lei de Acesso à Informação, o papel do Portal da Transparência e as investigações da Controladoria Geral da União.

Mas na realidade, isso é mais discurso de campanha. Dilma e Lula trataram os condenados do mensalão como presos políticos. Eu vi uma entrevista onde LULA falava que não houve mensalão e que isso um dia seria provado. O PT tentou dificultar ao máximo a CPI da PETROBAS, mandando a decisão para CCJ, onde o governo tinha a maioria. A polícia federal está longe de ser fortalecida. O governo do PT querem tirar sua autonomia a transformando numa polícia de partido ou do governo e não numa polícia de Estado. Por não aceitar ser uma polícia partidária, está sucateada e esvaziada.

E PRECISO UMA ATUAÇÃO MAIS ATIVA DA POPULAÇÃO. VAMOS AS RUAS! VAMOS MOSTRAR QUE AINDA NÃO FOMOS COLONIZADOS PELOS OS QUE SE PROPOE A SER OS DONOS DO MUNDO!

 

Marcos Avelino

terça-feira, 25 de novembro de 2014

O IMPACTO DA COPA DO MUNDO NA ECONOMIA BRASILEIRA




A copa do mundo foi uma alucinação para a economia brasileira, não pelo evento em si, mas pelos desacertos nas projeções do orçamento, como nos resultados esperados pelo evento. Esse desvario também foi causado pela mudança no foco das aplicações nos recursos que deveria alimentar os setores que geram estabilidade de médio e longo prazo para investimentos no que suscitam resultados efêmeros.

O panorama macroeconômico pré-copa era complexo. Após a Expansão do PIB, causado pela baixa de juros, aumento do consumo, exportações para Ásia e endividamento bancário, acelerou o crédito, levou ao pleno emprego e consumiu toda a capacidade produtiva do país. No período pré-copa, tinha-se no Brasil um cenário em que o PIB vinha caindo a cada projeção. Sem mão de obra disponível no mercado, aumento dos benéficos sociais, demanda aquecida e capacidade produtiva totalmente tomada levou o país além do teto de inflação prevista pelo Banco Central. A solução era subir taxa de juros e investir em obra de infraestrutura para capacitar mão de obra e escoar a produção industrial que estava perdendo competitividade e no agronegócio, que era o setor que seguraria as pontas no país. Enfim era hora de investir para gerar um novo ciclo de aquecimento na economia.

Por ser um ano eleitoral, o governo não queria subir a taxa de juros para não atrapalhar o resultado nas urnas. No primeiro mandato uma das bandeiras da eleição foi a redução da taxa de juros. O governo represou os preços dos combustíveis, da energia elétrica e dos transportes para tentar camuflar a inflação. Investir na copa apostando que o Brasil a ganharia era mais interessante eleitoralmente pensando. O governo do PT vendia a ilusão de que: a copa ajudaria a melhorar o PIB impulsionando a economia; criaria mais de 3,6 milhões de postos de trabalho, principalmente na construção civil, Turismo e comércio; atrairia investimentos e muitos turistas ao país.

A presidenta Dilma Rousseff garantiu que o governo não investiria em estádios. Ricardo Teixeira, presidente da CBF, jurou que a iniciativa privada bancaria as obras e que não seria tão cara. "O Brasil não vai gastar um centavo com os estádios que serão construídos ou reformados para a Copa do Mundo. A CBF nos apresentou uma estimativa de 1,1 bilhão de dólares (na época, R$ 2,2 bilhões). Dinheiro da iniciativa privada. Será a melhor Copa de todos os tempos. A Copa do Mundo muda a percepção que o resto do mundo tem do país anfitrião."

Os estádios foram atrasados propositalmente para serem superfaturados. Custaram mais de R$ 10 bilhões, quase cinco vezes mais a previsão da CBF. 70% desse dinheiro saiu dos cofres públicos, cerca de R$ 7 bilhões. (Desacertos das projeções do orçamento foi motivados por corrupção)

Após copa foi constatado que os 3,6 milhões de empregos que ajudaria a impulsionar a economia teve efeito praticamente nulo. O grande número de feriados levou o país a produzir menos. A indústria demitiu 238 mil vagas.

O próprio ministro da Fazenda, Guido Mantega, culpa a copa pelo baixo PIB – e redução de dias úteis por causa do torneio – pelo baixo desempenho da economia.

Outro fato a salientar e que as obras que favoreceriam a nação não foram realizadas. Não saíram do projeto. Apenas 41% do que foi prometido, foi cumprido incluindo os estádios. 59% de obras que beneficiariam a Nação sumiram do organograma da Copa. Estima-se que o governo investiu cerca de R$ 30 bilhões na copa.

Com relação ao setor de turismos que poderia ser beneficiado com a apresentação do Brasil para o mundo durante a copa, está seriamente prejudicado pela violência no país. Turistas deixam de visitar o país por medo. As cidades brasileiras estão entre as mais violentas do mundo.

Como o país deixou de investir em obras mais estruturais para tentar inculcar ópio nas massas, já podemos sentir o aumento de miseráveis, que depois de um longo tempo em queda voltou a subir de 2012 para 2013. Temos mais 371.000 miseráveis.

Enfim, o efeito da copa do mundo na economia do Brasil foi quase nulo. O grande prejuízo para o país foi a mudança de foco nos investimentos no país e o grande número de feriados. A indústria que já vem perdendo competitividade por causa da política do governo, foi a que mais sofreu com a Copa. Os setores que mais lucraram: construção civil, sofre com a falta de mão de obra qualificada; Turismo, perdeu força por falta de segurança do cliente.

 

Marcos Avelino.
 

domingo, 23 de novembro de 2014

COMO RELSOLVER O PROBLEMA DE MÃO DE OBRA NO BRASIL?


O governo brasileiro não pode incentivar a demanda baixando as taxas de juros para facilitar o crédito e abrir mão de receitas com impostos como o IPI, e não tampouco aumentar os benefícios sociais sem antes resolver dois problemas difíceis: aumentar a capacidade produtiva e capacitar mão de obra. Nesta postagem estarei focando como resolver a problemática da mão de obra, apresentada na postagem anterior.

O país já sentiu que não tem bônus demográfico para suportar um novo ciclo de aquecimento da economia, ou seja, não temos mão de obra disponível para atender um aumento de consumo (demanda).

O Estado de Israel, apesar de novo e das constantes guerras, se tornou a economia mais forte do oriente médio, atraindo investimento estrangeiro e principalmente imigrantes que vieram formar a manpower no país. Os países da União Europeia têm boa parte de sua força de trabalho oriunda do norte da África e do Oriente Médio. Os EUA têm uma grande massa de imigrantes, principalmente latinos, que vão para o país para formar força de trabalho. Os grandes centros econômicos do país (região sudeste) foram construídos, em sua maior parte,  com mão de obra procedente do Nordeste. Mas afinal o que aconteceu com a força de trabalho no país? Acabou? Como reverter esta situação?

Márcia Almstrom, diretora de Recursos Humanos da ManpowerGroup no Brasil, disse à BBC Brasil que o “desprestígio” do ensino técnico criou “uma lacuna no mercado de trabalho”

Para tentar solucionar esse problema, o governo federal espera elevar o número de matrículas Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) das atuais 8 milhões para 12 milhões nos próximos quatro anos.

“O Pronatec foi um passo decisivo para que nós pudéssemos, de fato, garantir escola, gratuitamente e qualidade na educação profissional”, disse à BBC Brasil o ministro da Educação, Henrique Paim.

“O resultado é muito importante para o país do ponto de vista da competitividade e fará o Brasil se tornar competitivo”, acrescentou. (Jornal Folha de São Paulo 04/09/2014)

Por que o Brasil acordou tão tarde? Porque aqui no País, se toma decisões por necessidade, ou por medidas populistas. Não temos um planejamento direcionado para o crescimento do país sem pensar marketing político. O Pronatec nasceu por necessidade, para atender uma lacuna que estava sendo deixada por se ter foco no nível superior. O governo gasta quatro vezes mais com um aluno do nível superior do que com um aluno da educação básica. Este é um dos poucos pontos positivos do governo do PT, porque anteriormente este número era de 11 vezes, dados da OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

O governo ainda precisa muito investir em educação, o nosso desempenho é nanico se comparado com outros países. Abaixo transcrevo uma pequena parte de uma matéria dos jornalistas Leonardo Vieira e Andrea Rangel publicada no Jornal o Globo com o título: Brasil é o penúltimo em ranking internacional de investimento por aluno. Em 09/09/2014.

 

“De acordo com o estudo, o gasto médio anual brasileiro por estudante, de US$ 3.066 em 2011, só supera os US$ 625 da Indonésia. Os valores nacionais são inferiores aos de países de renda similar, como Turquia (US$ 3.240), México (US$ 3.286) e Hungria (US$ 5.410) e muito distantes da média de US$ 9.487 do conjunto de países que compõem a OCDE (organização da qual o Brasil não faz parte). No topo da tabela figuram nações como Suíça (U$ 16.090) e Estados Unidos (US$ 15.345).

O relatório da OCDE destrincha ainda os investimentos per capita por segmento da educação. E o resultado tampouco é animador. No que tange ao ensino médio em 36 nações analisadas, por exemplo, o Brasil só ganha de Indonésia e Colômbia em montante empenhado. Nosso valor, de US$ 2.605 por aluno, fica atrás dos de Argentina (US$ 3.184), Turquia (US$ 3.239) e México (US$ 4.034).”

 

Minha opinião particular, o governo deveria investir em mais Escolas Técnicas (CEFETs). Sou um ex-aluno de Escola Técnica Federal, onde tínhamos um bom ensino médio atrelado a um ótimo curso técnico.

A problemática de formação de capital humano no Brasil, vai além de ter muitas escolas técnicas e boas universidades. Temos uma dificuldade estrutural e motivacional. Segundo o economista Alexandre Schwartsman a população economicamente ativa cresce entre 1% a 1,5% ao ano. No primeiro trimestre de 2014 a população cresceu 1,3% e a geração líquida de emprego foi próximo a 0% e mesmo assim não se tinha mão de obra disponível no mercado. Gilberto de Figueredo, diretor do SENAI-MT, disse em entrevista a Globo News que, ficam sobrando vagas porque falta interesse em qualificação. O jornal folha de São Paulo em 04/09/2014, traz uma matéria sobre as dez áreas de maior escassez de mão de obra no Brasil, entre elas estão: Engenharia e profissionais de TI.  Em uma reportagem do globo News sobre o apagão de mão de obra no Brasil, aponta que nas universidades faltam interessados para preencherem vagas em engenharia e tecnologia da informação. Em engenharia ficam ociosas: 28% das vagas em engenharia civil; 31 das vagas em engenharia eletrônica e 52% das vagas de engenharia de petróleo. Já na área de tecnologia da Informação ficam ociosas: 61% das vagas para ciência da computação; 62% das vagas de administração de redes e 79% das vagas de análise de sistema. Então como motivar os jovens a se qualificar?

Um dos pontos é atrelar os benefícios sociais a um objetivo a ser alcançado. Eles não podem ser definitivos, o governo tem que o relacionar a uma meta pertinente com estudo ou qualificação profissional. O indicador do governo seria quantos jovens deixaram os benefícios sociais para entrarem no mercado de trabalho (menor aprendiz) e não alardear quantos jovens recebem o benefício do governo. Outro ponto é fazer uma forte campanha motivacional, falando da necessidade e da importância da juventude para formação do futuro do país.

 

Marcos Avelino

sábado, 15 de novembro de 2014

O APAGÃO DE MÃO DE OBRA NO BRASIL


O APAGÃO DE MÃO-DE-OBRA NO BRASIL

Duas semanas atrás, a responsável pelo recrutamento e seleção de uma empresa em Fortaleza me falava das dificuldades em contratar mão de obra. A empresa em que ela trabalha é composta por duas áreas: uma de fabricação, e outra de montagem. Na parte de fabricação a empresa já havia abdicado de certas exigências como: ensino médio; experiência; morar próximo a empresa e mesmo assim ainda estava com dificuldades em captar candidato. Na parte de montagem, onde tem um ambiente climatizado, os candidatos são selecionados, visitam o local de trabalho e na hora de acertar o salário desistem. O piso da categoria não é atraente. Falei para ela que isso que está acontecendo é um retrato do país.  Nesta postagem quero falar sobre o apagão de mão de obra no Brasil, a crise na indústria.

Uma pesquisa feita pela fundação Dom Cabral mostra que 91% das companhias pesquisadas tem dificuldades na contratação de profissionais, especialmente para vagas de compradores, técnicos, administradores, gerentes de projetos e trabalhador manual.1

“A questão da mão de obra virou um grande gargalo no Brasil, sem previsão de melhora no curto e médio prazo”, diz professor Paulo Resende, responsável pela pesquisa com 167 grandes grupos que empregam mais de 1 milhão de pessoas e cujo faturamento responde por 23% do PIB. 2

Acredito que em 2015, esse quadro vai ter uma ligeira melhora devido a diminuição de postos de trabalho oferecido pela indústria no país.

O jornal Folha de São Paulo de 04/09/2014 expõe a geração da problemática da seguinte forma:

A falta de preparo do trabalhador brasileiro e o estigma associado aos cursos profissionalizantes- que faz com que mais jovens ainda prefiram optar pela universidade do que pela escola técnica – criou sérios problemas para as empresas brasileiras na busca por mão de obra.

Uma pesquisa da empresa de recrutamento ManPowerGroup, divulgada no mês passado, que a taxa de escassez de talentos (mão de obra qualificada) no Brasil é de 63%, quase o dobro da média mundial (36%). Foram ouvidos na sondagem mais de 37 mil empregadores de 42 países e territórios.

Outro levantamento, da Fundação Dom Cabral (FDC), em São Paulo, publicado em Abril deste ano, diz que nove entre cada dez empresas brasileiras apresentam dificuldades em preencher seus quadros.

As companhias citam a escassez de profissionais capacitados (83,23%) e a deficiência na formação básica (58,08%) como os principais entraves para assistir carteiras. O estudo foi realizado com base em dados fornecidos por 167 empresas de diferentes setores que, juntas, respondem por 23% do PIB.

Sem saída as empresas acabam abrindo mão de exigências como experiência, pós-graduação e fluência no Inglês para contratar. Além disso, oferecem pacote de benefícios para reter os profissionais já contratados.

Com funcionários menos produtivos, a competitividade dos produtos brasileiros acaba prejudicada. Hoje, um brasileiro leva um dia para produzir o equivalente a um americano em cinco horas, um alemão em seis horas, e um chinês em oito horas.3 (...)

Além de menos produtivo, mais caro, levando a indústria a perder competitividade. De 2002 a 2012 o Salário mínimo subiu 239% enquanto o IPCA 99%. A margem de lucro das empresas caiu de 12% para 6%. Com a crise na indústria, com cortes esse fator fica mais explícito.

“Nossa produtividade vem crescendo a um ritmo menor do que o custo do trabalhador. A empresa precisa pagar essa diferença, ou corrigindo os preços e gerando inflação, ou reduzindo investimentos. Nos dois casos, o crescimento da nossa economia é afetado” afirmou à BBC Brasil Jose Pastore, professor de economia da USP e ex-chefe da Assessoria Técnica do Ministério do Trabalho.4

A revista EXAME em 26/10/2014 publicou uma matéria com o Título: Industria corta empregos, mas custos se mantém. Onde afirma:

O alto custo com demissões e a escassez de mão-de-obra qualificada explicam por que a indústria não tem conseguido enxugar os gastos com folha de pagamento em ritmo satisfatório, apesar de meses de cortes no número de empregados. (...)

Em Crise, a indústria corta vagas há 35 meses consecutivos, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e salário (Pimes) do IBGE.

No entanto a folha de pagamento só encolheu nos últimos três meses divulgados pela pesquisa, de julho a agosto, na compararão com o mesmo mês do ano anterior. No ano, enquanto o número de empregados diminuiu 2,7%, a folha de pagamento cresceu 0,4%(...)

A pesquisa Mensal de Empregos (PME), também do IBGE, mostrou que a tendência de corte de postos de trabalho na indústria manteve-se em setembro.

O parque industrial das seis principais regiões metropolitanas do País demitiu 59 mil pessoas em apenas um mês. No período de um ano, as dispensas já somam 238 mil vagas “No ano, a indústria é a atividade que ostenta a maior perda de pessoal ocupado”, confirmou Adriana Beringuy, técnica da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.5

A Falta de Investimento na Capacidade Produtiva, comentada na postagem anterior, Incluem também o preparo de pessoal para atender a necessidade do próximo ciclo de aquecimento da economia. Para o texto não ficar muito longo, na próxima postagem estarei comentado sobre o que se deve fazer para resolver o problema de mão-de-obra e criar um bônus demográfico.

 

Fontes:

________________________

1.           A crise industrial e o baixo crescimento econômico – Economia- Estadão: disponível em: http://economia.estadao.com.br/notícias/

2.           Ibid.,

3.           Barrucho, Luís Guilherme. Conheça dez áreas com escassez de mão de obra no Brasil 04/09/2014, BBC, Folha de São Paulo. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br

4.           Ibid.,

5.           Industria corta empregos, mas custos se mantêm, Revista EXAME, 10/11/2014 disponível em: http://exame.abrial.com.br/negocios/