Tesouro passa a ser deficitário no ano, pela
primeira vez desde o Plano Real
Como
resolver o problema de gestão no país? O que fazer para o tesouro ter superávit?
Como erguer o país dos escombros? Como reconstruir o país?
Segue
abaixo uma publicação do UOL. Nas próximas postagem estarei comentando alguns
pontos expostos nesta matéria.
Textos de Gustavo Patu e infografias de Mario Kanno, ambos jornalistas
da Folha
Com rombo
recorde em setembro, Tesouro passa a ser deficitário no ano, pela primeira vez
desde o Plano Real
Por Dinheiro Público & Cia
31/10/14 10:04
O governo Dilma Rousseff gastou além de sua arrecadação pelo quinto mês
consecutivo, e o Tesouro Nacional agora acumula até setembro um deficit inédito
em duas décadas.
No mês passado, as despesas com pessoal, programas sociais,
investimentos e custeio superaram as receitas em R$ 20,4 bilhões, o maior valor
em vermelho já contabilizado em um mês. Com isso, o resultado do ano passou de
um saldo fraco para um rombo de R$ 15,7 bilhões.
Em outras palavras, o governo federal teve, de janeiro a setembro,
deficit primário, ou seja, precisou se endividar para fazer os pagamentos rotineiros
e as obras de infraestrutura.
Nas estatísticas do Tesouro, é a primeira vez que isso acontece por um
período tão longo desde o Plano Real, lançado em 1994 -os dados anteriores são
distorcidos pela hiperinflação e não permitem comparações apropriadas.
A deterioração das contas federais começou em 2012, quando o governo
acelerou seus gastos na tentativa de estimular a economia, e o descompasso
entre receitas e despesas se agravou neste ano eleitoral.
As primeiras, prejudicadas pela debilidade da indústria e do comércio,
tiveram expansão de 6,4% até o mês passado; as segundas, de 13,2%.
A escalada dos gastos neste ano é puxada pelos programas sociais
-especialmente em educação, saúde e amparo ao trabalhador- e pelos
investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
O desequilíbrio fiscal produziu um círculo vicioso na economia, ao
elevar a dívida pública, alimentar o consumo e dificultar o controle dos
preços. Com credores mais temerosos e inflação elevada, o Banco Central precisa
manter juros altos, comprometendo ainda mais o crescimento da economia e a
arrecadação.
Passadas as eleições, o mercado aguarda o anúncio de medidas para conter
despesas e elevar receitas. As alternativas à disposição do governo, porém, não
são animadoras.
Cerca de três quartos do Orçamento são ocupados por pagamentos
obrigatórios, como salários, repasses ao Sistema Único de Saúde, benefícios
previdenciários e assistenciais. Por isso, as vítimas preferenciais dos ajustes
são as obras públicas, das quais o país precisa para enfrentar as deficiências
da infraestrutura.
Um aumento de impostos elevaria ainda mais a carga tributária do país, a
mais alta do mundo emergente ao lado da argentina -e criaria um desgaste
político adicional para uma presidente que acabou de passar por uma reeleição
apertada.
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