domingo, 14 de dezembro de 2014

A BUROCRACIA DIMINUI A COMPETITIVIDADE DO PAÍS




O Serviço público brasileiro é burocrático, ineficiente e corrupto. A burocracia é o combustível para corrupção. Muitos servidores públicos cobram propinas para agilizar os transmites nos serviços. Os jornais sempre alardeiam casos de corrupção no serviço público.

Dia 02 de dezembro, um fiscal da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) foi preso quando fora receber R$ 400.000,00. Esse dinheiro era parte de uma propina de 4 milhões que o fiscal tinha exigido dos donos de uma empresa de energia renovável. Dia 16 de setembro uma fiscal do Ministério do trabalho foi presa em flagrante em Macaé, RJ. Ela recebia 9 mil de propina para não atuar o estabelecimento e o empresário por problemas trabalhistas.

O ano passado em São Paulo, um fiscal da Secretaria do Meio Ambiente foi preso em flagrante, quando extorquia o dono de uma empresa de reciclagem. Este foi o quarto funcionário da prefeitura preso pelo o mesmo tipo de crime em um mês. Sem contar que em novembro do ano passado um auditor fiscal preso denunciou um esquema de corrupção dentro da prefeitura que até o ex-secretário tinha recebido propina.

Economicamente a burocracia e corrupção é nocivo para o Brasil. Em 2015 a tendência do dólar pode subir drasticamente. O Banco Central Americano (Fed), injetou uma grande quantidade de dólares no mercado por causa da crise. Estes dólares tiveram como destino os países emergentes. A economia americana está em plena recuperação e o Fed tem que tirar cerca de 3,5 trilhões de dólares do sistema. E se faz isso aumentando a taxa de juros. Com os juros mais alto, o governo americano vai atrair investimentos, tirando os dólares do sistema. Isso vai fazer que muitos investidores deixem o Brasil, que tem uma economia mutável, corrupta e burocrática, para investir nos EUA que tem uma economia sólida.

A saída de dólares do Brasil, vai aumentar o valor do dólar drasticamente e gerar inflação. O País precisa ter uma economia cristalizada e ser menos burocrata para atrair investidores ao país. O Brasil tem um longo caminho a trilhar. Além de desburocratizar, tem que investir em educação e infraestrutura para aumentar a competitividade.

Vejamos como está o Brasil no Cenário Mundial.

1 – Melhores países para fazer negócio.

O Brasil ocupa a 120° posição de 189 economia analisadas. A pesquisa analisa regulamentações que se aplicam às empresas ao longo de seus ciclos de vida.

Cada país foi avaliado em dez grandes conjuntos de indicadores: facilidade de abrir um negócio, obtenção de alvarás de construção, acesso à energia elétrica, facilidade de registro de propriedades, obtenção de crédito, proteção de investidores minoritários, pagamento de impostos, comércio internacional, execução de contratos e resolução de insolvência. A Pesquisa foi feita pelo Banco Mundial

2 – Competitividade.

O Brasil é o 39° de 43 países analisados. Estudos da FIESP mostra que, entre 43 países, o Brasil é um dos menos competitivo do mundo. Ao todo, o país teve 21,5 pontos.

O Estudo considerou 83 fatores, abrangendo temas como economia, comércio internacional, política fiscal, crédito, tecnologia, produtividade e capital humano.

O índice de competitividade das nações, feita pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, separou os países em quatro quadrantes: competitividade elevada, satisfatória, média e baixa.

3 – Investimento em Educação.

O Brasil é o 34° de 35 países analisados. O Brasil está em penúltimo lugar, perdendo para a Índia. No Brasil o investimento por aluno é de $ 3.066,00. Os valores nacionais são inferiores aos de países de renda similar, como Turquia (US$ 3.240), México (US$ 3.286) e Hungria (US$ 5.410) e muito distantes da média de US$ 9.487 do conjunto de países que compõem a OCDE (organização da qual o Brasil não faz parte). No topo da tabela figuram nações como Suíça (U$ 16.090) e Estados Unidos (US$ 15.345).

4– Conhecimento em raciocínio e lógica.

O Brasil ocupa 38° posição de 44 países analisados. No resultado do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), O Brasil ficou com 428 pontos. O exame, realizado pela Organização para Cooperação de Desenvolvimento Econômico (OCDE), foi aplicado a 85 mil estudantes de 15 anos de 44 países em 2012

 

Para se ter uma ideia de quanto a burocracia prejudica a competitividade do Brasil, segue abaixo parte de uma matéria publicada no UOL http://economia.uol.com.br/empreendedorismo/noticias/redacao/2014/09/04/nova-zelandia-e-o-pais-mais-facil-para-abrir-empresa-brasil-e-o-123.htm

“A Nova Zelândia é o país onde é mais fácil abrir um negócio dentre 189 economias estudadas pelo Banco Mundial. Lá, empreendedores são capazes de abrir uma empresa em menos de um dia, segundo o relatório "Doing Business 2014" (Fazendo Negócios, em português). 

No Brasil, são necessários 107,5 dias para criar uma empresa, o que coloca o país na 123ª posição do ranking. Além disso, é preciso quatro anos para resolver casos de insolvência (quando a empresa encerra as atividades com dívida) e há 14 procedimentos para registrar uma propriedade num prazo de 30 dias.” (...)

Segundo a matéria “os canadenses também não têm muitos problemas para abrir seu negócio. É necessário fazer o registro federal e municipal do negócio, procedimento que leva cinco dias. Por outro lado, o país é o 19º no quesito "facilidade para fazer negócios" e, entre 2013 e 2014, registrou queda no ranking de liberação de crédito e registro de propriedade”

Em Cingapura “são necessários três procedimentos para abrir um negócio num prazo de dois dias e meio. Basta fazer um registro online, obter o selo da companhia e efetuar o cadastro em uma agência de seguros credenciada para registrar os funcionários. O país é o 1º no ranking de onde é mais fácil fazer negócios”

Na Austrália “Para abrir um negócio no país, bastam dois dias e meio. O empreendedor precisa realizar três procedimentos: registro da companhia online, registro online no órgão responsável por emitir taxas e impostos, e assinatura do seguro social dos funcionários em uma agência credenciada.

“Em Hong Kong, são necessários três procedimentos para abrir um negócio. É possível fazer isso em dois dias e meio. As etapas consistem em escolher um nome para o negócio e retirar o certificado de incorporação; assinar o seguro dos funcionários em uma empresa privada ou banco; e criar um selo corporativo para a empresa”

O Brasil tem um longo caminho a percorrer. Temos uma máquina administrativa pesada que favorece o aumento da burocracia e a corrupção, favorecendo a perda de competitividade a nível mundial. Precisamos reconstruir o Brasil.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

LAVAGEM DE DINHEIRO DEBILITA A ECONOMIA DO PAIS


O Jornal folha de São Paulo de hoje (09/12/2014), publicou uma matéria com o título “PT pagou R$ 24 milhões a empresa que tem motorista como sócio”.  A matéria comenta: “A segunda maior fornecedora da campanha de Dilma Rousseff tem como um dos sócios administradores uma pessoa que, até o ano passado, declarava o ofício de motorista como profissão. (...) a Focal Confecção e Comunicação Visual recebeu R$ 24 milhões da campanha, só ficando atrás da empresa do marqueteiro João Santana, destinatária de R$ 70 milhões.

Procurado pela reportagem da Folha de São Paulo, o motorista afirmou que: “Eu sabia que ia virar transtorno na minha vida” (...) “Eu não posso dar entrevista, não estou preparado para falar”, disse. “Eu não sou nada, vai lá conversar com eles [empresa], afirmou.

A matéria ainda afirma: “Em 2005, a empresa foi apontada pelo operador do mensalão, Marcos Valério Fernandes de Souza, como uma das destinatárias de recursos do esquema, por indicação do PT”

Segundo a folha a “Fortal integrava a lista entregue por Valério à CPI dos correios, ao ministério Público Federal e à Polícia Federal”. (...) Segundo a lista, Cortegoso, (pai da outra sócia da empresa), e sua empresa (Fortal) receberam R$ 400 mil a partir de indicação de Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no julgamento do mensalação, a exemplo de Valério.

Esta matéria é uma gota d’água se comparada ao oceano que liga JBS, BNDES e governos do PT. O Jornal EPOCH TIMES publicou que o delegado de polícia e ex-secretário nacional de justiça do Governo Lula, Romeu Tuma Junior, disse que relação JSB Friboi com o governo do PT é a maior “lavanderia da história da América Latina”

O jornal também afirma “O professor Osssami Sakamori trouxe a Tuma Junior a informação da gigantesca dívida do grupo empresarial JBS Friboi com o BNDES, que beira a R$ 30 bilhões, sendo que a empresa vale apenas R$ 8 bilhões.

A folha São Paulo de 19 de Janeiro de 2014 afirma que “Sob o argumento de promover a internacionalização e reduzir a informalidade, o BNDES injetou, por meio da compra de ações e títulos, R$ 12,8 bilhões em frigoríficos como JBS, Marfrig e Independência desde 2007. A cifra corresponde a 9% do orçamento do banco em 2014.”

Então qual a razão do grupo JSB não ser investigado por uma CPI ou algo parecido? A resposta é que o grupo comprou o direito de ser intocável. Na matéria do UOL 02/12/2014(www1.folha.uol.com.br), publica que a empresa JBS doou para a campanha eleitoral em 2014 um total de 391,8 milhões. Elegeu 1 presidente; 12 senadores; 18 governadores e 190 deputados Federais. A empresa investiu um montante de R$ 122,2 milhões no PT; R$ 63,2 milhões no PMDB; R$ 56,8 milhões no PSDB; R$ 40,2 milhões no PP; R$ 27,4 milhões no PSD; 24 milhões no PR; R$ 11,4 milhões no SD; R$ 10 milhões no PC do B; R$ 8,8 milhões no PSB; R$ 8,6 milhões no PROS; R$ 5,2 milhões no PDT; R$ 4 milhões no PRB; R$ 2,7 milhões no DEM; R$ 1,3 milhão no PMN; R$ 1,3 milhões no PT do B; R$ 1 milhão no PV e R$ 3,5 milhões nos outros partidos.

Agora o grupo quer retorno do investimento. Como publicou a mesma matéria “Maior doador ds campanha de Dilma Rousseff (PT), nas eleições deste ano, com 69,7 milhões, a JSB demonstrou insatisfação com a escolha da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) para o ministério da agricultura e procurou integrantes do governo para saber se a indicação está, de fato, confirmada.”

(...)” Na semana passada, emissários da JSB procuraram o vice-presidente da República, Michel Temer, questionada a indicação. Temer respondeu que a intenção de Dilma era, sim, substituir Neri Geller (PMDB-MT) pela senadora do partido (...) Dilma, então, foi aconselhada a procurá-lo para contornar o mal estar – o que de fato ocorreu, em um encontro sigiloso entre os dois na semana passada.”

Qual a razão da insatisfação do grupo com relação a senadora Kátia Abreu? A resposta está na mesma matéria “Em discurso na tribuna do Senado, em 2013, ela criticou uma suposta ‘prática monopolista e marketing enganoso’ por parte do grupo JSB, que cresceu no mercado adquirindo outros empréstimos menores.

No centro do ataque estava um polêmico financiamento de R$ 7 bilhões do BNDS à JBS-Friboi que, segundo Kátia Abreu, poderia ter sido usado para ajudar pequenas e médias empresas em dificuldade.”

Como um grupo conseguiu todo esse poder ao ponto de ditar a história da política no país? Cito agora outra reportagem publicada pelo UOL, em 10/08/2014 “A trajetória da Friboi, empresa pouco conhecida até meados da década passada, coincide com a chegada do PT ao poder.

Mais do que mera coincidência, na realidade, o crescimento do grupo está diretamente relacionado com uma política declarada do governo de Luiz Inácio Lula da Silva de eleger "campeãs nacionais", empresas líderes de setores considerados estratégicos, e torná-las gigantes internacionalmente, como ocorreu com a Oi e com as empresas de Eike Batista.

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), banco público cuja finalidade é estimular a infraestrutura do país, foi o instrumento utilizado para aplicar tal política. Entre 2005 e 2013, a JBS recebeu empréstimos de R$ 2,1 bilhões do banco, segundo o próprio BNDES.”

(...) “O maior aporte de recursos do BNDES na JBS, entretanto, ocorreu por meio da compra de papéis do grupo: R$ 8,5 bilhões. Hoje, o banco detém 24,6% do capital do grupo. Neste período de parceria com o BNDES, a JBS tornou-se o maior frigorífico do mundo, comprando mais de 20 grandes empresas nacionais e internacionais do setor. Em 2013, o volume de vendas da JBS chegou a R$ 93 bilhões.”

O Jornal EPOCH TIMES em 30/04/2014 publicou nos comentários: “O grupo JBS está na corda bamba há muito tempo.  Estima o mercado que o grupo JBS deve ao sistema BNDES, com empréstimos subsidiados, o Bolsa Empresário, um montante que beira R$ 30 bilhões.  O patrimônio líquido da JBS é de R$ 8 bilhões, segundo balancete de 3ºT/ 2013, do próprio JBS, descontados os R$ 14,8 bilhões de valores intangíveis.

Bem, o conglomerado JBS, é dos outros Batistas, o Joesley e Wesley Batista, famosos também no “jet set” nacional e internacional, com iate de US$ 40 milhões comprado indiretamente com o dinheiro do BNDES e seus jatinhos cruzando o País de norte ao sul, acontecem no mundo social, também.

Estes Batistas, tem comportamento megalomaníaco do outro Batista, o estelionatário Eike Batista.  Acontecem e esbanjam o dinheiro nosso, o suado dinheiro do sistema BNDES.  Os dois irmãos, são empresários que não têm 40 anos de idade e não herdaram fortuna dos pais.  Ambos os Batistas têm em comum os padrinhos Lula & Dilma.  Isto explica.

Enquanto permanecer os governos Lula & Dilma, os Batistas das carnes Friboi do Tony Ramos, estarão na mídia e estarão blindados com o dinheiro fácil do BNDES.  Só para lembrar, o presidente do Banco Central do Lula, o banqueiro Henrique Meirelles é o principal articulador do grupo junto ao governo da Dilma.  Costa quente eles têm, até demais.  Até quando o grupo JBS vai viver às custas do BNDES, ninguém sabe.  Só Dilma sabe!”

Está muito difícil reconstruir o Brasil! Enquanto isso o que acontece com o país no cenário mundial? E o tema da próxima postagem. Até lá.

domingo, 7 de dezembro de 2014

A IMPUNIDADE ESTIMULA A CORRUPÇÃO NO BRASIL


Lucineide é uma mulher guerreira. Seu sonho era montar uma confecção, onde toda a família trabalharia no próprio negócio. Primeiramente precisaria comprar um veículo para transportar a matéria prima e o produto acabado para vender nas feiras de confecção. Foram dois anos árduos de trabalho numa fábrica, mais enfim conseguiu adquirir o tão sonhado veículo. Uma semana depois, foi a missa para agradecer pela dádiva. Estacionou o carro na avenida Frei Cirilo próximo ao seminário seráfico em Fortaleza. Ao acabar o ato religioso, quando se dirigia para casa, notou que o carro não estava no lugar. Roubaram seu carro, seu negócio e seu sonho. O carro não tinha seguro pois Lucineide não tinha dinheiro para pagar os R$ 1.600,00 cobrado pela seguradora.

Um adolescente de 17 anos, que precisava de dinheiro para curtir as baladas, roubou o carro de Lucineide. Após vários assaltos com o carro, vendeu o carro para um desmonte e com o dinheiro comprou armas e drogas. Três meses depois foi detido com outro carro roubado. Passou três meses na casa de recuperação e está solto. E a Lucineide? E as outras vítimas do bandido adolescente? Trabalharam, pagaram impostos, sustentaram com seu suor a máquina do governo e agora?

Para que o Brasil seja reconstruído é preciso acabar com a impunidade. O adolescente marginal ou o Estado deveria ressarcir Lucineide! Se todo bandido tivesse que ressarcir o prejuízo causado as suas vítimas a corrupção no Brasil não era tão contundente. O Estado deve ser coparticipante no ressarcimento, pois recebe impostos para cuidar da segurança, se houve prejuízo ao contribuinte por roubo, assalto, etc., o estado falhou na sua missão. Se a segurança não fizer parte do dever do Estado, então deve-se diminuir a carga tributária. O Estado brasileiro e perdulário, burocrático, corrupto e ineficiente. A corrupção e a impunidade consumem os recursos do estado, como as drogas consome os recursos das famílias dos viciados.

Na história fictícia acima, podemos notar o quanto dos recursos econômicos foram estagnados e perderam o potencial de influenciar no crescimento. É esse o efeito da corrupção no país. Recursos que movimentariam a economia, gerando receita ao Estado, gerando emprego, motivando a população economicamente ativa a participar da economia do país, foram aprisionados pelo o lado negro. Não geram Imposto de renda, tiram da população e das empresas recursos para investimento e diminui a competitividade.

No País há mais de 15 mil casos de corrupção no judiciário. Desvio de dinheiro público nas diversas entidades no país. Um bom advogado pode adiar a sentença em até 20 anos.

Em debate realizado na Conferência Internacional Anticorrupção (IACC, na sigla em inglês), o fundador da Transparência Internacional, Peter Eigen, afirmou que a corrupção está intimamente ligada a não punição dos atores envolvidos nos processos ilícitos. “Em todos os lugares do mundo os dois temas apresentam correlação em diversos sentidos. As pessoas acreditam que ficarão impunes e optam pela corrupção. Ao mesmo tempo, o ato de corrupção em si fortalece a impunidade”, explicou Eigen.   “Muitas empresas se tornam corruptas porque governos nacionais não têm interesse em lidar com esses desvios de comportamento e não conseguem mensurar as consequências nocivas de corrupção além da fronteira. Com isso perde-se a ideia de que precisamos agir de maneira coletiva”, concluiu Eigen. As informações são da ONG Contas Abertas.

Abaixo segue uma matéria do Jornal o povo: “Impunidade e falta de controle pela sociedade estimulam corrupção no Brasil”.

Para especialistas, sociedade deve fiscalizar com mais rigor as atividades de governantes e gestores públicos. E sem penas duras para os corruptos, o problema jamais terá solução.
O Senado aprovou projeto de lei que define a corrupção como crime hediondo fazendo com que ela seja tratada com mais rigor pela lei e se torne inafiançável , mas, como lembram especialistas ouvidos pela DW Brasil, isso está longe de ser suficiente para conter um crime que, segundo projeções, desvia dos cofres públicos cerca de 80 bilhões de reais por ano. O projeto ainda precisa do aval da Câmara dos Deputados para virar lei.

Um dos principais motivos para a disseminação da corrupção pelo Brasil é a impunidade, que continua sendo um dos grandes problemas do país, afirmam os especialistas. A solução para o problema ou pelo menos a diminuição dele passa por punições mais severas e também por um maior controle das instituições por parte da população.

Para Josmar Verillo, vice-presidente da Amarribo, braço brasileiro da ONG Transparência Internacional, a corrupção aumentou no país no período recente. "O Brasil teve um retrocesso ético por falta de interesse dos governantes, e a corrupção saiu da pauta do Executivo e do Legislativo. Isso levou as pessoas envolvidas com o dinheiro público a se sentirem à vontade, gerando um aumento da corrupção. A impunidade também influencia isso."

Mesmo condenada, argumenta Verillo, uma pessoa quase nunca devolve o dinheiro que foi usado, por exemplo, para corromper agentes públicos. "Então acaba valendo a pena desviar recursos públicos, já que normalmente o culpado não vai para a cadeia e fica em regime aberto", diz.

Percepção da corrupção no Brasil é grande

De acordo com o ranking sobre percepção da corrupção elaborado em 2012 pela Transparência Internacional, o Brasil ocupa a 69ª posição entre 174 países pesquisados, e o país tem "índices que indicam problemas significativos" em relação à corrupção. Quanta mais alta a posição, menor a percepção de que existe corrupção.

Na escala, o Brasil aparece com 43 pontos. Os melhores colocados são Dinamarca, Finlândia e Nova Zelândia (com 90 pontos). Suécia (88) e Cingapura (87) completam a lista dos cinco países onde a percepção da corrupção é menor.

Para Gil Castello Branco, fundador e secretário-geral da Associação Contas Abertas uma organização não governamental que faz o acompanhamento das contas do governo federal a corrupção não aumentou nem diminuiu, mas continua sendo um problema muito grave no Brasil.

"Por outro lado, o julgamento do Mensalão provocou grande comoção na sociedade brasileira e fez com que a população tivesse uma consciência do quão grave é o problema no Brasil. Não só pelos valores que os casos de corrupção mobilizam, mas também pela degradação que eles provocam nos três poderes, desmoralizando as instituições", avalia.

Ausência de controle pela sociedade

O pesquisador de ciências políticas Leonardo Barreto, da UnB, diz que, no Brasil, a população acompanha com menos atenção do que em outros países o que os governantes e gestores públicos fazem com o dinheiro que administram. Há, ainda, uma confusão constante entre público e privado.

"Além da questão legal, há uma ausência muito forte de controle social. As pessoas não acreditam no sistema legal e não acompanham o exercício da função pública. E, se você não tem um controle social que funciona, a ocasião faz o ladrão", afirma.

O especialista destaca que os cidadãos devem se apropriar das instituições e compreender a sua responsabilidade no combate à corrupção. "A população não deve delegar todo esse processo aos políticos, tem que assumir a responsabilidade por uma parte, também. O modelo ideal é o de uma sociedade civil representada em organizações que possam fazer esse controle de forma permanente."

Os papéis dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário deveriam ser redimensionados, opina. Como exemplo, ele sugere que parlamentares não possam ser indicados para comandar secretarias ou ministérios. Também deveria haver controle social sobre a indicação dos ministros aos Tribunais de Contas. "Hoje isso tudo é uma moeda de troca [entre os três poderes]."

Avanços e retrocessos

Barreto diz ver avanços e retrocessos no Brasil. Entre os avanços, ele cita a Lei de Acesso à Informação, sancionada em 2011 pela presidente Dilma Rousseff. A lei trata do tempo que documentos do governo ficarão em sigilo. Outro avanço foi a condenação, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), dos responsáveis pelo Mensalão.

"Estamos caminhando com novos marcos legais e com um nível de fiscalização que não tínhamos antes. Mas o governo sempre tem uma velocidade menor do que a sociedade. O nível de exigência das pessoas tem aumentado, e o governo não tem conseguido acompanhar. Isso está no centro da insatisfação que temos visto nas ruas, diz Barreto.

Verillo, da Amarribo, afirma que a Lei de Acesso à Informação não está sendo corretamente aplicada, pois nem sempre é divulgado onde o dinheiro do governo está sendo gasto e quem o está recebendo. "Com essa transparência, fica mais fácil para a população acompanhar os gastos públicos. Além disso, é necessária uma reforma da máquina administrativa, que é enorme."

Para Castello Branco, da Associação Contas Abertas, o trabalho preventivo é importante, mas é crucial que haja punições. Ele afirma que, "no Brasil, o crime compensa porque a punição é muito branda. Há muita coisa a se fazer".

O especialista afirma ainda que a imunidade parlamentar, um sigilo bancário excessivo, a falta de transparência nos gastos das empresas estatais, o foro privilegiado para autoridades e a morosidade da Justiça levam à impunidade e "à realimentação permanente da corrupção no país".


Durante a campanha, Dilma Rousseff falou sobre um conjunto de propostas para o combate à impunidade. O objetivo das medidas seria agilizar o processo de julgamento e garantir punições mais eficazes em casos de corrupção. “A impunidade é uma espécie de mal que protege e assegura que a corrupção e os crimes financeiros tenham prosseguimento porque as pessoas, ao se acharem impunes, têm mais incentivo a praticá-los”, afirmou.

Dilma citou como exemplos positivos o fortalecimento da Polícia Federal e da relação com o Ministério Público, a Lei da Ficha Limpa, a Lei de Acesso à Informação, o papel do Portal da Transparência e as investigações da Controladoria Geral da União.

Mas na realidade, isso é mais discurso de campanha. Dilma e Lula trataram os condenados do mensalão como presos políticos. Eu vi uma entrevista onde LULA falava que não houve mensalão e que isso um dia seria provado. O PT tentou dificultar ao máximo a CPI da PETROBAS, mandando a decisão para CCJ, onde o governo tinha a maioria. A polícia federal está longe de ser fortalecida. O governo do PT querem tirar sua autonomia a transformando numa polícia de partido ou do governo e não numa polícia de Estado. Por não aceitar ser uma polícia partidária, está sucateada e esvaziada.

E PRECISO UMA ATUAÇÃO MAIS ATIVA DA POPULAÇÃO. VAMOS AS RUAS! VAMOS MOSTRAR QUE AINDA NÃO FOMOS COLONIZADOS PELOS OS QUE SE PROPOE A SER OS DONOS DO MUNDO!

 

Marcos Avelino