quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

LAVAGEM DE DINHEIRO DEBILITA A ECONOMIA DO PAIS


O Jornal folha de São Paulo de hoje (09/12/2014), publicou uma matéria com o título “PT pagou R$ 24 milhões a empresa que tem motorista como sócio”.  A matéria comenta: “A segunda maior fornecedora da campanha de Dilma Rousseff tem como um dos sócios administradores uma pessoa que, até o ano passado, declarava o ofício de motorista como profissão. (...) a Focal Confecção e Comunicação Visual recebeu R$ 24 milhões da campanha, só ficando atrás da empresa do marqueteiro João Santana, destinatária de R$ 70 milhões.

Procurado pela reportagem da Folha de São Paulo, o motorista afirmou que: “Eu sabia que ia virar transtorno na minha vida” (...) “Eu não posso dar entrevista, não estou preparado para falar”, disse. “Eu não sou nada, vai lá conversar com eles [empresa], afirmou.

A matéria ainda afirma: “Em 2005, a empresa foi apontada pelo operador do mensalão, Marcos Valério Fernandes de Souza, como uma das destinatárias de recursos do esquema, por indicação do PT”

Segundo a folha a “Fortal integrava a lista entregue por Valério à CPI dos correios, ao ministério Público Federal e à Polícia Federal”. (...) Segundo a lista, Cortegoso, (pai da outra sócia da empresa), e sua empresa (Fortal) receberam R$ 400 mil a partir de indicação de Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no julgamento do mensalação, a exemplo de Valério.

Esta matéria é uma gota d’água se comparada ao oceano que liga JBS, BNDES e governos do PT. O Jornal EPOCH TIMES publicou que o delegado de polícia e ex-secretário nacional de justiça do Governo Lula, Romeu Tuma Junior, disse que relação JSB Friboi com o governo do PT é a maior “lavanderia da história da América Latina”

O jornal também afirma “O professor Osssami Sakamori trouxe a Tuma Junior a informação da gigantesca dívida do grupo empresarial JBS Friboi com o BNDES, que beira a R$ 30 bilhões, sendo que a empresa vale apenas R$ 8 bilhões.

A folha São Paulo de 19 de Janeiro de 2014 afirma que “Sob o argumento de promover a internacionalização e reduzir a informalidade, o BNDES injetou, por meio da compra de ações e títulos, R$ 12,8 bilhões em frigoríficos como JBS, Marfrig e Independência desde 2007. A cifra corresponde a 9% do orçamento do banco em 2014.”

Então qual a razão do grupo JSB não ser investigado por uma CPI ou algo parecido? A resposta é que o grupo comprou o direito de ser intocável. Na matéria do UOL 02/12/2014(www1.folha.uol.com.br), publica que a empresa JBS doou para a campanha eleitoral em 2014 um total de 391,8 milhões. Elegeu 1 presidente; 12 senadores; 18 governadores e 190 deputados Federais. A empresa investiu um montante de R$ 122,2 milhões no PT; R$ 63,2 milhões no PMDB; R$ 56,8 milhões no PSDB; R$ 40,2 milhões no PP; R$ 27,4 milhões no PSD; 24 milhões no PR; R$ 11,4 milhões no SD; R$ 10 milhões no PC do B; R$ 8,8 milhões no PSB; R$ 8,6 milhões no PROS; R$ 5,2 milhões no PDT; R$ 4 milhões no PRB; R$ 2,7 milhões no DEM; R$ 1,3 milhão no PMN; R$ 1,3 milhões no PT do B; R$ 1 milhão no PV e R$ 3,5 milhões nos outros partidos.

Agora o grupo quer retorno do investimento. Como publicou a mesma matéria “Maior doador ds campanha de Dilma Rousseff (PT), nas eleições deste ano, com 69,7 milhões, a JSB demonstrou insatisfação com a escolha da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) para o ministério da agricultura e procurou integrantes do governo para saber se a indicação está, de fato, confirmada.”

(...)” Na semana passada, emissários da JSB procuraram o vice-presidente da República, Michel Temer, questionada a indicação. Temer respondeu que a intenção de Dilma era, sim, substituir Neri Geller (PMDB-MT) pela senadora do partido (...) Dilma, então, foi aconselhada a procurá-lo para contornar o mal estar – o que de fato ocorreu, em um encontro sigiloso entre os dois na semana passada.”

Qual a razão da insatisfação do grupo com relação a senadora Kátia Abreu? A resposta está na mesma matéria “Em discurso na tribuna do Senado, em 2013, ela criticou uma suposta ‘prática monopolista e marketing enganoso’ por parte do grupo JSB, que cresceu no mercado adquirindo outros empréstimos menores.

No centro do ataque estava um polêmico financiamento de R$ 7 bilhões do BNDS à JBS-Friboi que, segundo Kátia Abreu, poderia ter sido usado para ajudar pequenas e médias empresas em dificuldade.”

Como um grupo conseguiu todo esse poder ao ponto de ditar a história da política no país? Cito agora outra reportagem publicada pelo UOL, em 10/08/2014 “A trajetória da Friboi, empresa pouco conhecida até meados da década passada, coincide com a chegada do PT ao poder.

Mais do que mera coincidência, na realidade, o crescimento do grupo está diretamente relacionado com uma política declarada do governo de Luiz Inácio Lula da Silva de eleger "campeãs nacionais", empresas líderes de setores considerados estratégicos, e torná-las gigantes internacionalmente, como ocorreu com a Oi e com as empresas de Eike Batista.

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), banco público cuja finalidade é estimular a infraestrutura do país, foi o instrumento utilizado para aplicar tal política. Entre 2005 e 2013, a JBS recebeu empréstimos de R$ 2,1 bilhões do banco, segundo o próprio BNDES.”

(...) “O maior aporte de recursos do BNDES na JBS, entretanto, ocorreu por meio da compra de papéis do grupo: R$ 8,5 bilhões. Hoje, o banco detém 24,6% do capital do grupo. Neste período de parceria com o BNDES, a JBS tornou-se o maior frigorífico do mundo, comprando mais de 20 grandes empresas nacionais e internacionais do setor. Em 2013, o volume de vendas da JBS chegou a R$ 93 bilhões.”

O Jornal EPOCH TIMES em 30/04/2014 publicou nos comentários: “O grupo JBS está na corda bamba há muito tempo.  Estima o mercado que o grupo JBS deve ao sistema BNDES, com empréstimos subsidiados, o Bolsa Empresário, um montante que beira R$ 30 bilhões.  O patrimônio líquido da JBS é de R$ 8 bilhões, segundo balancete de 3ºT/ 2013, do próprio JBS, descontados os R$ 14,8 bilhões de valores intangíveis.

Bem, o conglomerado JBS, é dos outros Batistas, o Joesley e Wesley Batista, famosos também no “jet set” nacional e internacional, com iate de US$ 40 milhões comprado indiretamente com o dinheiro do BNDES e seus jatinhos cruzando o País de norte ao sul, acontecem no mundo social, também.

Estes Batistas, tem comportamento megalomaníaco do outro Batista, o estelionatário Eike Batista.  Acontecem e esbanjam o dinheiro nosso, o suado dinheiro do sistema BNDES.  Os dois irmãos, são empresários que não têm 40 anos de idade e não herdaram fortuna dos pais.  Ambos os Batistas têm em comum os padrinhos Lula & Dilma.  Isto explica.

Enquanto permanecer os governos Lula & Dilma, os Batistas das carnes Friboi do Tony Ramos, estarão na mídia e estarão blindados com o dinheiro fácil do BNDES.  Só para lembrar, o presidente do Banco Central do Lula, o banqueiro Henrique Meirelles é o principal articulador do grupo junto ao governo da Dilma.  Costa quente eles têm, até demais.  Até quando o grupo JBS vai viver às custas do BNDES, ninguém sabe.  Só Dilma sabe!”

Está muito difícil reconstruir o Brasil! Enquanto isso o que acontece com o país no cenário mundial? E o tema da próxima postagem. Até lá.

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