domingo, 14 de dezembro de 2014

A BUROCRACIA DIMINUI A COMPETITIVIDADE DO PAÍS




O Serviço público brasileiro é burocrático, ineficiente e corrupto. A burocracia é o combustível para corrupção. Muitos servidores públicos cobram propinas para agilizar os transmites nos serviços. Os jornais sempre alardeiam casos de corrupção no serviço público.

Dia 02 de dezembro, um fiscal da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) foi preso quando fora receber R$ 400.000,00. Esse dinheiro era parte de uma propina de 4 milhões que o fiscal tinha exigido dos donos de uma empresa de energia renovável. Dia 16 de setembro uma fiscal do Ministério do trabalho foi presa em flagrante em Macaé, RJ. Ela recebia 9 mil de propina para não atuar o estabelecimento e o empresário por problemas trabalhistas.

O ano passado em São Paulo, um fiscal da Secretaria do Meio Ambiente foi preso em flagrante, quando extorquia o dono de uma empresa de reciclagem. Este foi o quarto funcionário da prefeitura preso pelo o mesmo tipo de crime em um mês. Sem contar que em novembro do ano passado um auditor fiscal preso denunciou um esquema de corrupção dentro da prefeitura que até o ex-secretário tinha recebido propina.

Economicamente a burocracia e corrupção é nocivo para o Brasil. Em 2015 a tendência do dólar pode subir drasticamente. O Banco Central Americano (Fed), injetou uma grande quantidade de dólares no mercado por causa da crise. Estes dólares tiveram como destino os países emergentes. A economia americana está em plena recuperação e o Fed tem que tirar cerca de 3,5 trilhões de dólares do sistema. E se faz isso aumentando a taxa de juros. Com os juros mais alto, o governo americano vai atrair investimentos, tirando os dólares do sistema. Isso vai fazer que muitos investidores deixem o Brasil, que tem uma economia mutável, corrupta e burocrática, para investir nos EUA que tem uma economia sólida.

A saída de dólares do Brasil, vai aumentar o valor do dólar drasticamente e gerar inflação. O País precisa ter uma economia cristalizada e ser menos burocrata para atrair investidores ao país. O Brasil tem um longo caminho a trilhar. Além de desburocratizar, tem que investir em educação e infraestrutura para aumentar a competitividade.

Vejamos como está o Brasil no Cenário Mundial.

1 – Melhores países para fazer negócio.

O Brasil ocupa a 120° posição de 189 economia analisadas. A pesquisa analisa regulamentações que se aplicam às empresas ao longo de seus ciclos de vida.

Cada país foi avaliado em dez grandes conjuntos de indicadores: facilidade de abrir um negócio, obtenção de alvarás de construção, acesso à energia elétrica, facilidade de registro de propriedades, obtenção de crédito, proteção de investidores minoritários, pagamento de impostos, comércio internacional, execução de contratos e resolução de insolvência. A Pesquisa foi feita pelo Banco Mundial

2 – Competitividade.

O Brasil é o 39° de 43 países analisados. Estudos da FIESP mostra que, entre 43 países, o Brasil é um dos menos competitivo do mundo. Ao todo, o país teve 21,5 pontos.

O Estudo considerou 83 fatores, abrangendo temas como economia, comércio internacional, política fiscal, crédito, tecnologia, produtividade e capital humano.

O índice de competitividade das nações, feita pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, separou os países em quatro quadrantes: competitividade elevada, satisfatória, média e baixa.

3 – Investimento em Educação.

O Brasil é o 34° de 35 países analisados. O Brasil está em penúltimo lugar, perdendo para a Índia. No Brasil o investimento por aluno é de $ 3.066,00. Os valores nacionais são inferiores aos de países de renda similar, como Turquia (US$ 3.240), México (US$ 3.286) e Hungria (US$ 5.410) e muito distantes da média de US$ 9.487 do conjunto de países que compõem a OCDE (organização da qual o Brasil não faz parte). No topo da tabela figuram nações como Suíça (U$ 16.090) e Estados Unidos (US$ 15.345).

4– Conhecimento em raciocínio e lógica.

O Brasil ocupa 38° posição de 44 países analisados. No resultado do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), O Brasil ficou com 428 pontos. O exame, realizado pela Organização para Cooperação de Desenvolvimento Econômico (OCDE), foi aplicado a 85 mil estudantes de 15 anos de 44 países em 2012

 

Para se ter uma ideia de quanto a burocracia prejudica a competitividade do Brasil, segue abaixo parte de uma matéria publicada no UOL http://economia.uol.com.br/empreendedorismo/noticias/redacao/2014/09/04/nova-zelandia-e-o-pais-mais-facil-para-abrir-empresa-brasil-e-o-123.htm

“A Nova Zelândia é o país onde é mais fácil abrir um negócio dentre 189 economias estudadas pelo Banco Mundial. Lá, empreendedores são capazes de abrir uma empresa em menos de um dia, segundo o relatório "Doing Business 2014" (Fazendo Negócios, em português). 

No Brasil, são necessários 107,5 dias para criar uma empresa, o que coloca o país na 123ª posição do ranking. Além disso, é preciso quatro anos para resolver casos de insolvência (quando a empresa encerra as atividades com dívida) e há 14 procedimentos para registrar uma propriedade num prazo de 30 dias.” (...)

Segundo a matéria “os canadenses também não têm muitos problemas para abrir seu negócio. É necessário fazer o registro federal e municipal do negócio, procedimento que leva cinco dias. Por outro lado, o país é o 19º no quesito "facilidade para fazer negócios" e, entre 2013 e 2014, registrou queda no ranking de liberação de crédito e registro de propriedade”

Em Cingapura “são necessários três procedimentos para abrir um negócio num prazo de dois dias e meio. Basta fazer um registro online, obter o selo da companhia e efetuar o cadastro em uma agência de seguros credenciada para registrar os funcionários. O país é o 1º no ranking de onde é mais fácil fazer negócios”

Na Austrália “Para abrir um negócio no país, bastam dois dias e meio. O empreendedor precisa realizar três procedimentos: registro da companhia online, registro online no órgão responsável por emitir taxas e impostos, e assinatura do seguro social dos funcionários em uma agência credenciada.

“Em Hong Kong, são necessários três procedimentos para abrir um negócio. É possível fazer isso em dois dias e meio. As etapas consistem em escolher um nome para o negócio e retirar o certificado de incorporação; assinar o seguro dos funcionários em uma empresa privada ou banco; e criar um selo corporativo para a empresa”

O Brasil tem um longo caminho a percorrer. Temos uma máquina administrativa pesada que favorece o aumento da burocracia e a corrupção, favorecendo a perda de competitividade a nível mundial. Precisamos reconstruir o Brasil.

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