terça-feira, 25 de novembro de 2014

O IMPACTO DA COPA DO MUNDO NA ECONOMIA BRASILEIRA




A copa do mundo foi uma alucinação para a economia brasileira, não pelo evento em si, mas pelos desacertos nas projeções do orçamento, como nos resultados esperados pelo evento. Esse desvario também foi causado pela mudança no foco das aplicações nos recursos que deveria alimentar os setores que geram estabilidade de médio e longo prazo para investimentos no que suscitam resultados efêmeros.

O panorama macroeconômico pré-copa era complexo. Após a Expansão do PIB, causado pela baixa de juros, aumento do consumo, exportações para Ásia e endividamento bancário, acelerou o crédito, levou ao pleno emprego e consumiu toda a capacidade produtiva do país. No período pré-copa, tinha-se no Brasil um cenário em que o PIB vinha caindo a cada projeção. Sem mão de obra disponível no mercado, aumento dos benéficos sociais, demanda aquecida e capacidade produtiva totalmente tomada levou o país além do teto de inflação prevista pelo Banco Central. A solução era subir taxa de juros e investir em obra de infraestrutura para capacitar mão de obra e escoar a produção industrial que estava perdendo competitividade e no agronegócio, que era o setor que seguraria as pontas no país. Enfim era hora de investir para gerar um novo ciclo de aquecimento na economia.

Por ser um ano eleitoral, o governo não queria subir a taxa de juros para não atrapalhar o resultado nas urnas. No primeiro mandato uma das bandeiras da eleição foi a redução da taxa de juros. O governo represou os preços dos combustíveis, da energia elétrica e dos transportes para tentar camuflar a inflação. Investir na copa apostando que o Brasil a ganharia era mais interessante eleitoralmente pensando. O governo do PT vendia a ilusão de que: a copa ajudaria a melhorar o PIB impulsionando a economia; criaria mais de 3,6 milhões de postos de trabalho, principalmente na construção civil, Turismo e comércio; atrairia investimentos e muitos turistas ao país.

A presidenta Dilma Rousseff garantiu que o governo não investiria em estádios. Ricardo Teixeira, presidente da CBF, jurou que a iniciativa privada bancaria as obras e que não seria tão cara. "O Brasil não vai gastar um centavo com os estádios que serão construídos ou reformados para a Copa do Mundo. A CBF nos apresentou uma estimativa de 1,1 bilhão de dólares (na época, R$ 2,2 bilhões). Dinheiro da iniciativa privada. Será a melhor Copa de todos os tempos. A Copa do Mundo muda a percepção que o resto do mundo tem do país anfitrião."

Os estádios foram atrasados propositalmente para serem superfaturados. Custaram mais de R$ 10 bilhões, quase cinco vezes mais a previsão da CBF. 70% desse dinheiro saiu dos cofres públicos, cerca de R$ 7 bilhões. (Desacertos das projeções do orçamento foi motivados por corrupção)

Após copa foi constatado que os 3,6 milhões de empregos que ajudaria a impulsionar a economia teve efeito praticamente nulo. O grande número de feriados levou o país a produzir menos. A indústria demitiu 238 mil vagas.

O próprio ministro da Fazenda, Guido Mantega, culpa a copa pelo baixo PIB – e redução de dias úteis por causa do torneio – pelo baixo desempenho da economia.

Outro fato a salientar e que as obras que favoreceriam a nação não foram realizadas. Não saíram do projeto. Apenas 41% do que foi prometido, foi cumprido incluindo os estádios. 59% de obras que beneficiariam a Nação sumiram do organograma da Copa. Estima-se que o governo investiu cerca de R$ 30 bilhões na copa.

Com relação ao setor de turismos que poderia ser beneficiado com a apresentação do Brasil para o mundo durante a copa, está seriamente prejudicado pela violência no país. Turistas deixam de visitar o país por medo. As cidades brasileiras estão entre as mais violentas do mundo.

Como o país deixou de investir em obras mais estruturais para tentar inculcar ópio nas massas, já podemos sentir o aumento de miseráveis, que depois de um longo tempo em queda voltou a subir de 2012 para 2013. Temos mais 371.000 miseráveis.

Enfim, o efeito da copa do mundo na economia do Brasil foi quase nulo. O grande prejuízo para o país foi a mudança de foco nos investimentos no país e o grande número de feriados. A indústria que já vem perdendo competitividade por causa da política do governo, foi a que mais sofreu com a Copa. Os setores que mais lucraram: construção civil, sofre com a falta de mão de obra qualificada; Turismo, perdeu força por falta de segurança do cliente.

 

Marcos Avelino.
 

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