A copa do mundo foi uma alucinação para a economia
brasileira, não pelo evento em si, mas pelos desacertos nas projeções do
orçamento, como nos resultados esperados pelo evento. Esse desvario também foi causado
pela mudança no foco das aplicações nos recursos que deveria alimentar os
setores que geram estabilidade de médio e longo prazo para investimentos no que
suscitam resultados efêmeros.
O panorama macroeconômico pré-copa era complexo. Após a
Expansão do PIB, causado pela baixa de juros, aumento do consumo, exportações
para Ásia e endividamento bancário, acelerou o crédito, levou ao pleno emprego
e consumiu toda a capacidade produtiva do país. No período pré-copa, tinha-se
no Brasil um cenário em que o PIB vinha caindo a cada projeção. Sem mão de obra
disponível no mercado, aumento dos benéficos sociais, demanda aquecida e capacidade
produtiva totalmente tomada levou o país além do teto de inflação prevista pelo
Banco Central. A solução era subir taxa de juros e investir em obra de
infraestrutura para capacitar mão de obra e escoar a produção industrial que
estava perdendo competitividade e no agronegócio, que era o setor que seguraria
as pontas no país. Enfim era hora de investir para gerar um novo ciclo de aquecimento
na economia.
Por ser um ano eleitoral, o governo não queria subir a taxa
de juros para não atrapalhar o resultado nas urnas. No primeiro mandato uma das
bandeiras da eleição foi a redução da taxa de juros. O governo represou os
preços dos combustíveis, da energia elétrica e dos transportes para tentar
camuflar a inflação. Investir na copa apostando que o Brasil a ganharia era
mais interessante eleitoralmente pensando. O governo do PT vendia a ilusão de
que: a copa ajudaria a melhorar o PIB impulsionando a economia; criaria mais de
3,6 milhões de postos de trabalho, principalmente na construção civil, Turismo
e comércio; atrairia investimentos e muitos turistas ao país.
A presidenta Dilma Rousseff garantiu que o governo não
investiria em estádios. Ricardo Teixeira, presidente da CBF, jurou que a iniciativa
privada bancaria as obras e que não seria tão cara. "O Brasil não vai
gastar um centavo com os estádios que serão construídos ou reformados para a
Copa do Mundo. A CBF nos apresentou uma estimativa de 1,1 bilhão de dólares (na
época, R$ 2,2 bilhões). Dinheiro da iniciativa privada. Será a melhor Copa de
todos os tempos. A Copa do Mundo muda a percepção que o resto do mundo tem do
país anfitrião."
Os estádios foram atrasados propositalmente para serem superfaturados.
Custaram mais de R$ 10 bilhões, quase cinco vezes mais a previsão da CBF. 70%
desse dinheiro saiu dos cofres públicos, cerca de R$ 7 bilhões. (Desacertos das
projeções do orçamento foi motivados por corrupção)
Após copa foi constatado que os 3,6 milhões de empregos que
ajudaria a impulsionar a economia teve efeito praticamente nulo. O grande
número de feriados levou o país a produzir menos. A indústria demitiu 238 mil
vagas.
O próprio ministro da Fazenda, Guido Mantega, culpa a copa pelo
baixo PIB – e redução de dias úteis por causa do torneio – pelo baixo
desempenho da economia.
Outro fato a salientar e que as obras que favoreceriam a
nação não foram realizadas. Não saíram do projeto. Apenas 41% do que foi
prometido, foi cumprido incluindo os estádios. 59% de obras que beneficiariam a
Nação sumiram do organograma da Copa. Estima-se que o governo investiu cerca de
R$ 30 bilhões na copa.
Com relação ao setor de turismos que poderia ser beneficiado
com a apresentação do Brasil para o mundo durante a copa, está seriamente
prejudicado pela violência no país. Turistas deixam de visitar o país por medo.
As cidades brasileiras estão entre as mais violentas do mundo.
Como o país deixou de investir em obras mais estruturais
para tentar inculcar ópio nas massas, já podemos sentir o aumento de miseráveis,
que depois de um longo tempo em queda voltou a subir de 2012 para 2013. Temos
mais 371.000 miseráveis.
Enfim, o efeito da copa do mundo na economia do Brasil foi
quase nulo. O grande prejuízo para o país foi a mudança de foco nos
investimentos no país e o grande número de feriados. A indústria que já vem
perdendo competitividade por causa da política do governo, foi a que mais
sofreu com a Copa. Os setores que mais lucraram: construção civil, sofre com a
falta de mão de obra qualificada; Turismo, perdeu força por falta de segurança
do cliente.
Marcos Avelino.
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